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ZOO-ILÓGICO

 

A PEÇA

A peça traz para os palcos uma prática fundamental para as crianças: o estímulo à criatividade! A partir do uso, e da transformação de simples objetos do cotidiano, desfilam pela cena mais de uma dezena de divertidas e inusitadas criaturas animadas: uma galinha feita com um bule e um espanador de pó, uma tartaruga composta por uma saladeira e uma colher, um gato simbolizado por uma peneira, entre tantas outras. É o que chamamos de “teatro com objetos”. Transformamos as coisas nos personagens de nosso enredo, do jeito que fazem as crianças. Quem nunca brincou de “espetar” a tampa da caneta em uma régua e brincar que aquilo é um o avião?

Tudo começa quando pai e filho resolvem fazer um piquenique no Zoológico. Ao encontrarem as portas do parque fechadas, o pai não se intimidará em criar, com muita criatividade, o seu zoológico particular, um presente ao filho. Bichos serão feitos de pratos, panos, garrafas, talheres e tudo o mais que estiver ao alcance de suas mãos. As nada comuns criaturas viverão situações cômicas ou poéticas. Estará criado o Zôo-ilógico, possível na imaginação de todos. E aberto, sempre!

 

HISTÓRICO

Zôo-ilógico é um projeto que voltou a reunir três dos mais conceituados profissionais do teatro de animação do Brasil: Cláudio Saltini, da Cia. Circo de Bonecos e Henrique Sitchin e Verônica Gerchman, da Cia. Truks e do Centro de Estudos e Práticas do Teatro de Animação de São Paulo. Isto aconteceu 14 anos após a primeira e bem sucedida experiência dessa união de esforços, que deu origem ao marcante espetáculo "A Bruxinha”, em 1990. Nesta ocasião, trazíamos para a cena paulistana uma técnica nova de animação de bonecos, com atores animadores totalmente à vista da plateia, entre outras novidades. Há 25 anos em cartaz, vários prêmios recebidos, e mais de 1500 apresentações realizadas, podemos dizer que a "Bruxinha" influenciou toda uma geração de bonequeiros que a sucedeu. Para fazer Zôo-Ilógico trabalharíamos, mais uma vez, com uma nova e ousada linguagem cênica: em lugar de rebuscados bonecos, com técnicas apuradas de animação, transformaríamos objetos comuns, de uso cotidiano, em nossas criaturas, mostrando o quanto o “simples”, feito com verdade, envolvimento e criatividade, pode ser igualmente mágico e encantador. Em cartaz desde 2004, ZÔO-ILÓGICO já foi apresentada mais de 1200 vezes, por todo o país e exterior, com grande aceitação de crítica e público.

 

PRÊMIOS E INDICAÇÕES

  • PRÊMIO DA ASSOCIAÇÃO PAULISTA DE CRÍTICOS DE ARTE, 2004 - MELHOR ATOR.
  • PRÊMIO COCA-COLA FEMSA, 2004, na CATEGORIA ESPECIAL, PELA INOVAÇÃO DE LINGUAGEM DESENVOLVIDA NA MONTAGEM.
  • INDICAÇÃO AO PRÊMIO COCA COLA FEMSA, 2004, MELHOR DIREÇÃO.
  • INDICAÇÃO AO PRÊMIO COCA COLA FEMSA, 2004, MELHOR ESPETÁCULO.
  • INDICAÇÃO AO PRÊMIO COCA COLA FEMSA, 2004, MELHOR ATOR.

 

O TEATRO DE OBJETOS DA CIA TRUKS - A ALFABETIZAÇÃO PARA A POESIA

Nesta peça utilizamos a técnica de teatro conhecida por “Teatro de Objetos”, ou então, como também gostamos de chamar, à maneira da Cia Truks, de “Teatro Com Objetos”. Aqui, mudamos o uso cotidiano do objeto para construir nossas criaturas, ou simbolizar personagens. Uma colher de pau se transforma em uma cozinheira, um algodão pode ser um pintinho, ou, então, construímos uma simpática tartaruga com uma colher e uma bacia. Águas vivas são feitas com sacos de lixo, e pinguins com garrafas térmicas.

O procedimento tem clara e direta relação com o que o educador JEAN PIAGET definiu como “jogo simbólico”. É uma forma de comparação que as crianças encontram para entenderem o mundo ao seu redor, bem como fortalecerem a sua individualidade. A criança, pela pouca experiência de vida, não tem repertórios para fazer comparações e ou entendimentos racionais, elaborados, de certos assuntos. Então, para isso, elas usam do artifício do jogo simbólico: brincam de ser como o papai, para entender, na prática, que são necessárias regras de convívio, brincam de boneca para experimentarem ser como a mamãe, empenham uma espada para sentirem-se fortes como os príncipes e os heróis, conversam com bichinhos imaginários, são capazes de enxergar vida onde não há vida. Passam a conhecer a si mesmas e, a partir daí, terão subsídios também para começar o processo de identificação do outro - prática fundamental para o convívio em sociedade.

O Teatro de Objetos promove, ainda, uma rica experiência poética que, em nossas pesquisas, denominamos pelo termo “A ALFABETIZAÇÃO PARA A POESIA”. Para a construção de uma metáfora, na literatura, juntam-se duas palavras para se criar um terceiro significado, que não é a simples combinação delas. Lábio de mel não é um lábio feito de mel, mas sim o símbolo para uma boca bonita, uma mulher especial, ou algo assim. O Teatro de Objetos pode operar na mesma lógica. Em ZÔO-ILÓGICO, pai e filho encontram as portas do parque fechadas quando lá vão fazer um piquenique. Para “não perderem a viagem”, resolvem criar os bichos a partir dos objetos de sua cesta. Assim, um bule de café, combinado a um pano de prato e um espanador de pó dão origem a uma galinha. Isto nada mais é senão poesia visual, ou ainda, podemos dizer, METÁFORA VISUAL. Juntam-se os elementos A, B e C (bule, pano, espanador), neste caso, para criar D (galinha), completamente diferente de A, B ou C. Isto é o que chamamos de “uma bomba de criatividade” a ser detonada dentro do cérebro do espectador.

No processo de alfabetização, crianças pequenas aprendem, em um primeiro momento, que o desenho de uma casa, que nada mais é senão a representação gráfica de uma casa, pode simbolizar uma casa verdadeira. Daí a entenderem que a letra “A” será a “representante” do som “A” será um passo natural. Por isso ousamos chamar nosso processo pelo nome de “alfabetização”. Ao aceitar um grampeador de papéis como representante de um jacaré, o espectador, na idade em que for, estará se iniciando na linguagem da metáfora visual. Assim como o poeta “refuncionaliza”, ou resignifica palavras, nós refuncionalizamos objetos. Este recurso é amplamente explorado no Teatro de Objetos. Um maço de cigarros pode representar um bandido, assim como um par de óculos pode vir a ser alguém a enxergar o que mais ninguém pode ver. Quando apresentado no teatro, o jogo pode ser riquíssimo, e encontrar relação direta e muito prazerosa com os pequenos. Não somente, é capaz de surpreender os adultos, justamente pela sua ampla possibilidade criativa. O exercício de associação da imagem com aquilo que ela representa, enfim, é um rico mergulho na poesia.

Entendemos o teatro como eficiente instrumento de comunicação entre humanos. Não nos interessam, na mesma intensidade, as questões estéticas desta arte quanto o seu papel na construção de uma sociedade melhor. Aguçar as sensações, promover novas leituras da vida, enfim, contribuir para a “alfabetização poética” de nossa população nos parece atribuição fundamental de nossa arte e por isso tal preocupação tem ocupado o cerne de nosso trabalho.

Imprensa comenta

“Zôo-Ilógico é um primor. Um programa para toda a família, aliando fantasia e técnica de forma atraente e prazerosa. O uso do chamado “teatro de objetos”, em que coisas inanimadas ganham vida pelas mãos dos atores manipuladores é harmonioso com a história, ingênuo sem ser antigo, hilário sem ser grosseiro e, de quebra, com momentos de pura poesia e romantismo. As transformações que se dão à frente da platéia são de uma criatividade incrível. O non sense de algumas criaturas-objetos intriga e estimula a imaginação. Adultos se empolgam de uma forma pouco vista nas platéias de teatro infantil e crianças vivem 50 minutos de puro encantamento.”

DIB CARNEIRO NETO – JORNAL O ESTADO DE SÃO PAULO - 09/04/2004

“Bule, espanador e saco de lixo viram galinha, elefante e foca no teatro de bonecos Zôo-Ilógico. O público vê os personagens-bichos sendo feitos e pode aproveitar as idéias em casa. Os amigos nãao falam quase nada, mas fazem caras muito engraçadas e se comunicam por gestos. Até um bebê de nove meses batia palmas e dançava no colo da mãe”.

JORNAL “FOLHINHA DE SÃO PAULO” - 20/03/2004

“A montagem é um dos melhores espetáculos infantis da cidade. Na trama, a intenção dos personagens era fazer um piquenique no zoológico. Ao encontrar o local fechado, resta-lhes soltar a imaginação. Sem palavras, e com um sincronismo espantoso, os atores enfeitiçam a platéia ao transformar pratos, bacias, talheres e panelas em animais encantadores.”

REVISTA VEJA SÃO PAULO - 01/03/2004

“O grupo manipula objetos com mestria. Não são apenas os objetos que ganham vida nas cenas, pois os manipuladores são muito expressivos. À vontade com a arte de interpretar, eles brincam com a platéia e iludem a todos, sem afetação ou estardalhaços.”

MÔNICA RODRIGUES DA COSTA – JORNAL FOLHA DE SÃO PAULO - 01/03/2004

fotos

vídeos

Ficha Técnica do Espetáculo

IDÉIA ORIGINAL: HENRIQUE SITCHIN

ROTEIRO, CRIAÇÃO E PRODUÇÃO GERAL: HENRIQUE SITCHIN, CLÁUDIO SALTINI E VERÔNICA GERCHMAN

DIREÇÃO VERÔNICA GERCHMAN

ELENCO HENRIQUE SITCHIN E GABRIEL SITCHIN