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SONHATÓRIO

É hora do almoço no Sanatório Boa Cabeça. Sentam-se à mesa três supostos loucos, para a refeição. Porém, não há ali nada para comer ou beber. Sedentos e famintos, os amigos partem em uma deliciosa viagem imaginária em busca de comida, que os levará para áridos desertos, para o fundo do mar e para longínquos planetas. Criativos personagens feitos de guardanapos, bacias, copos, garrafas pet, sacolas plásticas, talheres e pratos os acompanharão por incríveis aventuras.

Após finalmente conseguirem almoçar, revela-se ao público a surpresa: Eram eles de fato os loucos, ou serão loucos aqueles incapazes de brincar? Nossos amigos oferecem ao público um dos melhores remédios para tudo: A possibilidade da construção de uma vida mais saudável, feita da sincera amizade dos verdadeiros amigos, e de muito bom humor. Eles transformam o que seria um sanatório em um... SONHATÓRIO!

 

PRÊMIOS E INDICAÇÕES

  • REVELAÇÃO 2012 PARA OS ATORES GABRIEL SITCHIN, HUGO REIS E RAFAEL SENATORE
  • PRÊMIO COCA-COLA FEMSA, 2012, nas CATEGORIAS:
  • ATOR REVELAÇÃO PARA O TRIO GABRIEL SITCHIN, HUGO REIS E RAFAEL SENATORE
  • INDICAÇÕES AO PRÊMIO COCA-COLA FEMSA, 2012, nas CATEGORIAS:
  • MELHOR DIREÇÃO - FINALISTA
  • MELHOR PRODUÇÃO

 

O TEATRO DE OBJETOS DA CIA TRUKS - A ALFABETIZAÇÃO PARA A POESIA

Nesta peça utilizamos a técnica de teatro conhecida por “Teatro de Objetos”, ou então, como também gostamos de chamar, à maneira da Cia Truks, de “Teatro Com Objetos”. Aqui, mudamos o uso cotidiano do objeto para construir nossas criaturas, ou simbolizar personagens. Uma colher de pau se transforma em uma cozinheira, um algodão pode ser um pintinho, ou, então, construímos uma simpática vaquinha com canecas e um cantil. Em Sonhatório transformamos sacos de lixo em águas vivas, garrafas térmicas em pinguins, pequenas xícaras em espevitados patinhos, uma chaleira branca em um esplendoroso cisne, entre outras dezenas de criaturas.

O procedimento tem clara e direta relação com o que o educador Jean Piaget definiu como “jogo simbólico”. É uma forma de comparação que as crianças encontram para entenderem o mundo ao seu redor, bem como fortalecerem a sua individualidade. A criança, pela pouca experiência de vida, não tem repertórios para fazer comparações e ou entendimentos racionais, elaborados, de certos assuntos. Então, para isso, elas usam do artifício do jogo simbólico: brincam de ser como o papai, para entenderem, na prática, que são necessárias regras de convívio; brincam de boneca para experimentarem ser como a mamãe; empenham uma espada para sentirem-se fortes como os príncipes e os heróis, conversam com bichinhos imaginários, são capazes de enxergar vida onde não há vida. Passam a conhecer a si mesmas e, a partir daí, terão subsídios também para começar o processo de identificação do outro - prática fundamental para o convívio em sociedade.

O teatro de objetos promove, ainda, uma rica experiência poética que, em nossas pesquisas, denominamos pelo termo “A Alfabetização para a Poesia”. Para a construção de uma metáfora, na literatura, juntam-se duas palavras para se criar um terceiro significado, que não é a simples combinação delas. “Lábio de mel” não é um lábio feito de mel, mas sim a alusão a uma boca ou a uma mulher bonita. Resulta enfim, em uma expressão que pode ter o significado que o leitor escolher. O teatro de objetos pode operar na mesma lógica. Em zôo-ilógico, outro espetáculo da Cia Truks, pai e filho encontram as portas do parque fechadas quando lá vão fazer um piquenique. Para “não perderem a viagem”, resolvem criar os bichos a partir dos objetos de sua cesta. Assim, uma colher e uma saladeira dão origem a uma tartaruga, entre outras dezenas de bichos. Isto nada mais é senão poesia visual, ou ainda, podemos dizer, metáfora visual. Juntam-se os elementos A e B (colher e saladeira), para se criar C (tartaruga), completamente diferente de A ou B. Isto é o que chamamos de “uma bomba de criatividade” a ser detonada dentro do cérebro do espectador.

No processo de alfabetização, crianças pequenas aprendem, em um primeiro momento, que o desenho de uma casa, que nada mais é senão a representação gráfica de uma casa, pode simbolizar uma casa verdadeira. Daí a entenderem que a letra “a” será a “representante” do som “a” será um passo natural. Por isso ousamos chamar nosso processo pelo nome de “alfabetização”. Ao aceitar um grampeador de papéis como representante de um jacaré, o espectador, na idade em que for, estará se iniciando na linguagem da metáfora visual. Assim como o poeta “refuncionaliza”, ou ressignifica palavras, nós refuncionalizamos objetos. Este recurso é amplamente explorado no teatro de objetos. Um maço de cigarros pode representar um bandido, assim como um par de óculos pode vir a ser alguém a enxergar o que mais ninguém pode ver. Quando apresentado no teatro, o jogo pode ser riquíssimo, e encontrar relação direta e muito prazerosa com os pequenos. Não somente, é capaz de surpreender os adultos, justamente pela sua ampla possibilidade criativa. O exercício de associação da imagem com aquilo que ela representa, enfim, é um rico mergulho na poesia.

 

QUEM SÃO, AFINAL, OS LOUCOS?

Na trajetória de mais de duas décadas e meia da Cia Truks, temos sempre nos centrado nas preocupações temáticas de nossos trabalhos. Tratamos de temas que nos dizem respeito, enquanto artistas e seres humanos. Não é diferente em “SONHATÓRIO”. Aqui deixamos no ar a pergunta: quem são, hoje, os verdadeiros loucos?

Pois trazemos à cena, nesta montagem, as figuras de três personagens insólitos. São capazes de criar um mundo paralelo, em que coisas ganham vida e se transformam em companheiros de aventura. Digamos que não seria esta uma atitude “normal”. Não seria comum ver um adulto, vamos dizer, em um restaurante, a brincar que a sua xícara de café é um patinho... Isso seria entendido como “coisa de gente louca”. Pois bem, esta pode ser a primeira impressão, o que de fato é, em nossa montagem. Estamos em um sanatório onde a imagem acima descrita seria, sim, normal, uma vez que feita por loucos... MAS NÃO! Em nosso espetáculo não são os internos, chamados loucos, os que fazem este tipo de coisa mas, sim, os próprios MÉDICOS do estabelecimento (o que só será revelado ao público no último momento da trama)... São humanos, enfim, capazes de brincar como crianças, experimentar uma pura e gostosa ingenuidade. Sonhar e, assim, nos oferecer a possibilidade de reflexão sobre outras formas de viver e outros valores para o viver. Não somente, os médicos em questão chegam a oferecer ao público a mesma possibilidade de “cura” que ousam experimentar: o jogo da vida pode ser muito divertido, se pudermos não ser tão sérios, se pudermos ter mais tempo para brincar, se pudermos estar mais com nossos filhos, se pudermos ser menos violentos, se pudermos, enfim, transformar, de forma leve e divertida, o que está ao nosso redor. Parafraseando, enfim, o célebre Sermão da Montanha, diríamos “Bem-aventurados os loucos de boa cabeça, porque é deles o reino dos céus”...

Fazemos espetáculos para pais e filhos. Este é mais um projeto para pais e filhos. Convidamos, assim, os pais a estarem mais inteiros com seus filhos, e brincarem com eles. Na medida em que transformamos sacolinhas plásticas em águas vivas, ou garrafas térmicas em pinguins, ou damos vida a um guardanapo, convidamos os pais a fazerem o mesmo com seus filhos, em sua convivência diária. Isto estreitará ainda mais os seus laços. Uma criança jamais esquece uma brincadeira especial. Acreditamos que este momento de encontro, e carinho, quem sabe estimulado pela obra teatral assistida, pode ser um forte e poderoso instrumento para a criação de um mundo, ao menos, um tanto menos sisudo... Um mundo mais divertido e mais gostoso.

Imprensa comenta

"Há quase dez anos, a peça “Zôo-Ilógico” tornou-se um marco do teatro de objetos. Ali a brincadeira de criança se materializou de forma poética e genial... Em “Sonhatório” a trupe repete o feito: Na cozinha do Sanatório Boa Cabeça três internos driblam a fome fazendo pinguins com garrafas térmicas e águas-vivas com sacos de lixo. É brilhante, de fazer chorar, como a maioria das montagens de Sitchin - que agora dirige o filho e dois outros excelentes jovens..."

FERNANDA ARAÚJO - JORNAL O ESTADO DE SÃO PAULO - 04/06/2006

"Henrique Sitchin, diretor e autor do espetáculo atinge o objetivo de encontrar a poesia nas pequenas coisas. Com um elenco talentoso, formado por Rafael Senatore, Gabriel Sitchin e Hugo Reis, a montagem reforça o poder da imaginação e a plateia rapidamente embarca na viagem..."

TATIANE ROSSET - REVISTA VEJA SÃO PAULO - 04/06/2006

"À medida que a peça avança, os três manipuladores vão exibindo mais e mais habilidades, mais e mais possibilidades de se brincar com os apetrechos triviais, transformando-os em maravilhas inimagináveis. ??Outro detalhe louvável é que, em meio a tantas brincadeiras com objetos que podem vir a provocar acidentes domésticos, há espaço justamente para esse tipo de alerta à plateia mirim, mas sem tom de ralhar ou de dar bronca. Por exemplo, quando dois dos atores vão brincar de luta, com facas à mão, interrompem a cena logo no início e trocam as facas por colheres. A plateia entende o recado, capta a mensagem. ??Não quero estragar a surpresa da cena final, mas não posso deixar de dizer que é tocante, muito emocionante. Em seu Sonhatório, a Truks nos prescreve, do alto de sua sabedoria lúdica, qual o melhor remédio para uma vida saudável. Não deixe de ir buscar sua receita. Com a família toda."

DIB CARNEIRO NETO - REVISTA CRESCER - 01/06/2006

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Ficha Técnica do Espetáculo

Criação:
HENRIQUE SITCHIN e GABRIEL SITCHIN

Texto e Direção:
HENRIQUE SITCHIN

Produção Executiva:
DEBORAH CORRÊA

Elenco:
GABRIEL SITCHIN, RAFAEL SENATORE E ROGERIO UCHOAS

Criação e Confecção de Bonecos e Figuras:
HENRIQUE SITCHIN, GABRIEL SITCHIN, RAFAEL SENATORE, HUGO REIS, PIETRO SITCHIN, KARINA PRALL E CAMILA OLIVEIRA

Trilha Sonora:
RAFAEL SENATORE E FRANCISCO MUNIZ

Iluminação e Cenografia:
HENRIQUE SITCHIN

Operação de Som e Luz
THIAGO UCHOAS

Realização:
CIA TRUKS – TEATRO DE BONECOS