Cia Truks
Contato:

11 3865-8019
11 99952-8553

contato@truks.com.br
> menu

nossos espetáculos

OS VIZINHOS

ATENÇÃO: ESTE ESPETÁCULO ESTÁ, TEMPORARIAMENTE, FORA DO REPERTÓRIO ATIVO DA CIA TRUKS.

Em “OS VIZINHOS”, a menina Clara precisa decidir entre emprestar seu melhor brinquedo à nova vizinha ou... brincar sozinha. Simples assim. E justamente na reflexão das possíveis sensações de Clara ao ter que se decidir, é que encontramos os conflitos e encruzilhadas de nosso tempo. Ou seremos mais solidários, e saberemos nos encontrar com o outro, e saberemos dividir, ou vamos viver sozinhos. Ou compartilhamos recursos ou perpetuamos nossas mazelas. O prazo para uma decisão, que tem a garota, talvez tenhamos todos nós, a cada momento do dia, em pequenas coisas. Clara parece preferir não emprestar o brinquedo à vizinha. Decreta uma guerra silenciosa contra a menina. É então que sua avó intervém, contando a bonita história de dois reinos que precisam um do outro para sobreviver, mas que não hesitam em declarar a guerra, um contra o outro. Caberá agora, à menina Clara, mudar o destino da história e, quem sabe, o seu próprio destino.

É assim que colocamos em cheque, para as crianças, a própria noção de coexistência, de amizade e de compartilhamento. É então que a avó faz um convite à neta, que arrisque mudar o final da história que está sendo contada. É assim que desafiamos todas as crianças (e quiçá pais e educadores) a proceder importante reflexão, cujo resultado nos faz os agentes protagonistas de nossa história. Almejamos, assim, contribuir também para a formação de indivíduos verdadeiramente cidadãos, a quem cabem direitos mas também deveres, a quem cabe responder, com senso crítico e discernimento, aos desafios da vida.

Entendemos que as necessárias transformações sociais dependem de uma ação efetiva dos agentes sociais – os indivíduos. É por isso que colocamos, ao indivíduo, a possibilidade de inventar um novo final para a história. Para isso é necessário muito trabalho, para que grandes processos transformadores possam ocorrer. A decisão de Clara, aqui, é muitíssimo mais do que emprestar ou não uma simples boneca: é compartilhar... é trazer, de cada microcosmo, de cada ser humano, uma atitude renovadora, transformadora, de cidadania, de cooperação e de solidariedade. Quanto mais imaginamos os robôs deste nosso futuro que já chegou, mais precisamos de comunhão entre humanos. Mais precisamos dividir, exatamente como Clara. Precisamos de nossos vizinhos em todos os extratos da convivência humana. Precisamos dos vizinhos de porta, dos vizinhos da escola, dos vizinhos do trabalho, dos vizinhos do país. E nós, ao fazermos nosso teatro, nos congraçamos com nosso mais querido vizinho – o nosso público de pais e filhos que, almejamos, possa sair do teatro transformado, quiçá, pronto para agir. Pronto para um “Lá vou eu!”, lá vou fazer, criar, mudar, transformar... “Lá vou eu!”, como vai a menina Clara resolver seu destino na derradeira passagem do espetáculo.

 

UMA QUESTÃO ÉTICA

Discutimos, nesta peça, de forma leve e divertida, um tema de vital importância para estes tempos em que vivemos: ou saberemos compartilhar recursos, e viver de forma solidária, ou estaremos colocando em risco a nossa própria sobrevivência. Bem... nunca é tarde, queremos dizer, nunca é cedo para iniciarmos esta importante reflexão – Talvez ela possa começar, sim, pela primeira infância, momento em que experimentamos, pela primeira vez, os conceitos do “meu”, do “seu”, e assim, quem sabe, descobrimos a possibilidade do “nosso”...

 

UMA QUESTÃO ESTÉTICA

 A história acontece inteiramente no atelier de pintura da avó da menina Clara. Os atores animadores são como que os assistentes da velha senhora, encarregados de “dar vida” à história narrada por ela. O farão, então, utilizando-se apenas e tão somente dos objetos disponíveis no atelier de pintura. Bonecos serão feitos de latas de tintas, pincéis, esponjas e toda a sorte deste tipo de materiais, resultando em divertidas e originalíssimas criaturas!

 

NESTES TEMPOS DIFÍCEIS, SOMOS TODOS VIZINHOS...

São tempos difíceis os que vivemos. Em um momento em que passamos pela chamada “globalização”, que faz cair as fronteiras entre os países, nos parece que as fronteiras entre os indivíduos tornam-se cada vez mais intransponíveis. Em um mundo aceleradamente mais tecnológico, em que a revolução nas comunicações deveria aproximar pessoas, paradoxalmente, nos fechamos mais e mais, a cada dia. O compartilhar dos olhares, das experiências humanas mais sutis, ou das emoções, agora é apenas um compartilhar de palavras, reduzidas, porém, a sua condição de símbolo – incapaz de conter a necessário emoção humana. Os indivíduos se transformam em agentes cibernéticos, fechados em suas casas, de onde enviam mensagens ao cosmo. Eletrificam os muros, amedrontados que estão, e os encontros verdadeiramente pessoais são reduzidos a experiências virtuais.

Trata-se de uma constatação elementar. É um sinal dos tempos, é uma característica de nossa modernidade. Mas nós... ora, nós fazemos teatro, aqui, especificamente para crianças. Entendemos o teatro, sobretudo, como um encontro humano, em que se confraternizam público e palco, através de uma intensa troca de emoções... Humanas! Há uma pequena historinha, que sempre relacionamos ao assunto, da qual gostamos de lembrar:

Corria o ano de 1988, portanto, há 25 anos atrás. Estávamos em um congresso internacional que discutia, então, o futuro do teatro de animação no planeta. Um representante sul americano pede a palavra e diz: “Meus amigos, estamos com os dias contados. Sabe-se de um teatro de animação, recentemente feito nos E.U.A., que substituiu os seus bonecos por hologramas, centenas deles, projetados em um palco. Os projetores tomarão nossos lugares, e os seres virtuais os lugares dos nossos bonecos”. Saímos do congresso visivelmente preocupados com a informação / constatação. Talvez tenha sido uma preocupação semelhante àquela sentida pelos pintores plásticos com o surgimento das máquinas fotográficas, no final do século XIX. O que seria deles agora, já que uma máquina, em poucos minutos, era capaz de captar a imagem de um rosto que tomava dias para ser pintado? Pois bem, o mundo nos trouxe, a nós “bonequeiros”, uma resposta parecida com a encontrada pelos artistas plásticos. Eles, os artistas, em reação ao evidente realismo das imagens produzidas por máquinas, criaram o maior, o mais intrigante e talvez o mais interessante movimento que as artes plásticas produziram na história: o Surrealismo, a pintar o que a máquina fotográfica não atingia captar – O inconsciente humano, as imagens oníricas. De forma paralela, os anos passam e apresentam uma resposta também a nós artistas do teatro de bonecos: nos cabe chegar onde os seres virtuais, os projetores e a tecnologia não chega – o fundo do sentimento humano. Nos cabe fazer, de nossos bonecos, instrumentos de poesia... Nos cabe fazer com que as crianças se emocionem com estas criaturas mágicas, o que não poderão através dos robôs dos seus games, ou quaisquer imagens holográficas. Nos cabe fazer com que os pequenos acreditem numa vida mágica que emane misteriosamente dos bonecos, a lhes contar histórias que lhes toquem o coração.

Pois bem, em meio destes tempos difíceis, em que as preocupações poéticas são solapadas por idéias sempre mercantilistas, e sempre cheias de objetivos escusos, nos cabe resgatar a poesia de uma arte ancestral, que toca o coração dos pequenos. Esta é a busca da Cia Truks em seus espetáculos. Não somente queremos confiar em nossos bonecos como agentes da sensibilização dos pequenos, como, sobretudo, queremos, aqui, com este espetáculo, falar dos encontros verdadeiros. Através de uma alegoria, dois reinos idênticos, que precisam um do outro para sobreviver, discutimos a fundo as relações humanas e vamos desvendar um caminho tão simples para o encontro, para a paz e o entendimento: o riso, a diversão, a amizade... Não somente, neste espetáculo falamos de cumplicidade, de coexistência, e de respeito às diferenças. Abranger com eficácia todos estes tópicos nos parece assunto tão urgente quanto vital.

 

PATROCÍNIO

Imprensa comenta

fotos

vídeos

Ficha Técnica do Espetáculo

Texto: HENRIQUE SITCHIN E VERÔNICA GERCHMAN

Direção: HENRIQUE SITCHIN

Produção Executiva: DEBORAH CORREIA

Elenco: JOSÉ ANTÔNIO DO CARMO, AGUINALDO RODRIGUES, HELDER PARRA RIBEIRO, KELLY DE CASTRO, FÁBIO ROSA e CAMILA DE OLIVEIRA.

Técnico de Som e Iluminação: CLAUDEMIR SANTANA

Confecção de Cenografia, Bonecos e Formas Animadas VERÔNICA GERCHMAN, HENRIQUE SITCHIN, JOSÉ ANTÔNIO DO CARMO, CAMILA PRIETTO, HELDER PARRA RIBEIRO, KELLY DE CASTRO, FÁBIO ROSA, AGUINALDO RODRIGUES, PAULO LOUREIRO Jr. e CAMILA DE OLIVEIRA

Figurinos dos bonecos: VALÉRIA PERUSSO

Desenhos e Cenários: ÁLVARO MORAU

Operação de Vídeo: ROGÉRIO DOS SANTOS

Trilha Sonora: HENRIQUE SITCHIN

Iluminação: HENRIQUE SITCHIN e CLAUDEMIR SANTANA