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“ISTO NÃO É UM CACHIMBO”

ESPETÁCULO DESTINADO AO PÚBLICO ADULTO

 

Livremente inspirado na obra do pintor belga René Magritte, a peça "dá vida" às imagens deste grande mestre surrealista. Já na mais célebre obra do artista, intitulada “A Traição das Imagens”, vemos o desenho de um cachimbo com a legenda: “Isto Não é Um Cachimbo”. O artista nos propõe uma deliciosa brincadeira, ao apresentar uma imagem que imediatamente identificamos como sendo a de um cachimbo e, em fração de segundos, termos que negar a informação. Pois então, se um cachimbo não é um cachimbo, o que mais pode ser?


Este é o jogo também do Teatro de Animação. As coisas podem não ser apenas aquilo que "sabemos" delas. Neste teatro, objetos carregam-se de muitos outros significados e simbologias possíveis. É assim que, através do sempre rigoroso apuro técnico da Cia Truks, figuras intrigantes saem das telas de Magritte para ganhar o palco, em cenas de forte impacto visual e conceitual: um velho homem, cujo peito é uma gaiola, despede-se da vida; Uma camisola ganha vida e reflete as dores da alma de sua dona, uma família de mortos vivos na varanda de casa, simbolizados por caixões, estão a esperar sabe-se lá o que, um homem às voltas com a ideia de tirar a própria vida, resolve trocar de cabeça, entre outras passagens deste espetáculo repleto de belas imagens e muita poesia.

 

TEATRO DE ANIMAÇÃO INSPIRADO NA OBRA DE RENÉ MAGRITTE

O espetáculo “Isto Não é Um Cachimbo” é uma obra de Teatro de Animação sem palavras, destinada ao público adulto, inteiramente inspirada na obra do pintor belga René Magritte (1898 – 1967), um dos grandes nomes do Surrealismo, movimento das artes que propõe uma forma de “ruptura” com o retrato da realidade, através da expressão artística da pura fantasia, ou do inconsciente humano.


A peça se utiliza de diversas imagens, extraídas das obras de René Magritte, que, por assim dizer, ganham vida no palco, deixando a sua condição estática para se transformarem em “disparadores” de situações cênicas por vezes dramáticas, em outras críticas ou poéticas, que acontecem a partir da utilização de rebuscadas técnicas do Teatro de Animação. Assim revelamos nossas leituras, comentários ou simples versões de algumas das imagens consagradas pelo artista. Utilizamos a proposta imagética de Magritte como ponto de partida de nossa expressão cênica e, entre outros exemplos, damos vida a uma família simbolizada por caixões, em uma sacada, a uma camisola que expressa a vida como se fora a alma de sua dona, e, ainda, entre outras cenas, a um velho homem cujo peito é uma gaiola de onde alçam vôo suas memórias, no momento de despedir-se da vida.


A Cia. Truks, assim, alcança, com este projeto, o que considera NOVO no teatro. Temos nos inquietado com a força cada vez maior da palavra sobre o palco, a contar fatos que, em verdade, poucas vezes acontecem em cena. O teatro, nos parece, está ele também caindo numa perigosa rede que faz da palavra instrumento único de compreensão e percepção do mundo e da vida. De fato, estamos mergulhados em um tempo em que os demais sentidos pouco representam. Não mais percebemos a vida pelas sensações. Estamos cada vez mais dependentes das palavras, e as artes cênicas, em poucas exceções, não fogem deste quadro.


É por isso que encontramos, na obra surrealista de René Magritte, o “disparador” de uma nova possibilidade que está em plena conjunção com a arte do Teatro de Animação. Este tipo de teatro não pode centrar-se na força da palavra. Um boneco, ou objeto animado, jamais terá a força de um ator, ao proferir a palavra. O ator move dezenas de músculos da face, ao falar, enquanto o boneco terá um ou dois músculos para mover, quando muito bem confeccionado e projetado. Ou seja, o universo da palavra não nos parece ser o mais adequado ao boneco. No entanto, o universo, infinito, da “plausibilidade”, é "lugar" do boneco ou objeto animado. Para ele, não há limites da física, não há forma definida para um corpo. Tudo pode ser... Tudo pode vir a ser, tudo pode ser transformado. Assim como na obra de Magritte, um cachimbo pode vir a ser qualquer coisa além do próprio cachimbo, um sapato pode simbolizar a Lua, um copo a tempestade, e assim por diante. Vemos, portanto, uma possibilidade encantadora de produzir um espetáculo que materializa imagens do inconsciente humano, que exagera as criaturas, transfigurando-as a ponto de sua imagem, por si só, poder dizer muito mais do que quaisquer palavras fariam.

 

 

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Ficha Técnica do Espetáculo

Direção Geral e Coordenação dos Estudos de Dramaturgia: Henrique Sitchin

Direção de Animação: Verônica Gerchman

Elenco: Aguinaldo Rodrigues, Angélica Prioste, Driely Palácio, Rogério Uchoas e Gabriel Sitchin

Operação de som e iluminação: João Santiago

Produção: Deborah Correia e Cia. Truks

Estagiários: Katya Ranieri Luciano, Kely de Castro, Luana de Lucca, José Valdir Albuquerque, Clara Coelho, Lais Campani, Belise Mofeoli e Sandra Lessa.