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nossos espetáculos

Cidade Azul é um lugar que talvez não exista... Mas existe, sim! Existe dentro da cabecinha de um menino que insiste não apenas em sonhar, mas em transformar o seu lugar em um lugar melhor para se viver. Sua rua cinzenta, na rua azul da sua Cidade Azul. Ele acorda, a cada nova manhã, sobre os papelões ou sob os jornais da rua, para mais um dia solitário, porém, de verdadeiras aventuras. Quer brincar, como toda e qualquer criança! Porém, no amanhecer de um dia especial, cai-lhe sobre a cabeça uma enorme bola, azul, é claro. Atrás da bola, uma menina que a procura...

O espetáculo, assim, trata de contar como nasce, cresce e se fortalece uma comovente amizade entre as duas crianças de realidades tão diferentes: um menino das ruas, e uma menina perdida pelas ruas. Eles nos revelam a sábia capacidade que as crianças têm de se aproximarem umas das outras, vencendo os preconceitos através de seus jogos e brincadeiras. Descobrimos, então, que Cidade Azul é ainda um distante sonho de menino, solitário, assim como outras milhares de crianças em nosso país. Constatamos que em nossas cidades nada azuis, estamos deixando crianças jogadas no meio fio. Apenas crianças. Como os nossos filhos...

 

PRÊMIOS E INDICAÇÕES

  • PRÊMIO APCA 1997 - MELHOR ESPETÁCULO INFANTIL
  • PRÊMIO APCA 1997 - MELHOR AUTOR PARA TEATRO INFANTIL
  • PRÊMIO MAMBEMBE 1997 - MELHOR TEXTO PARA TEATRO INFANTIL
  • PRÊMIO MAMBEMBE 1997 - MELHOR DIREÇÃO PARA TEATRO INFANTIL
  • PRÊMIO MAMBEMBE 1997 - CIA. TRUKS - GRUPO DESTAQUE DO ANO NO TEATRO INFANTIL
  • PRÊMIO COCA COLA DE TEATRO JOVEM 1997 - MELHOR DIREÇÃO
  • PRÊMIO COCA COLA DE TEATRO JOVEM 1997 - MELHOR ESPETÁCULO DE 1997
  • INDICAÇÃO AO PRÊMIO COCA COLA DE TEATRO JOVEM 1997- MELHOR TEXTO

 

CIDADE AZUL - 15 ANOS DE UMA IMAGEM...

Em 2012, o espetáculo CIDADE AZUL completou 15 anos. Neste tempo, foram centenas de apresentações realizadas. A peça recebeu 7 importantes prêmios e mais algumas tantas indicações. Foi encenada em muitos pátios de escolas, em praças públicas, mas também em imponentes teatros. Foi tema de diversos programas de TV e de algumas dezenas de reportagens da imprensa. Viveu, em 15 anos, uma história cheia de emoções, entre as lágrimas e os risos das plateias. Porém, nada nesta intensa vivência nos toca mais do que lembrar sempre de sua motivação. De um momento vivido, um quadro de nossa vida urbana que, para nós, se eterniza com o espetáculo.

Era uma manhã de 1996, quando mais uma das tantas imagens comuns e diárias, de nossa cidade, nos despertou... Era um pequeno garoto, como outros tantos, de corpo miúdo e negrinho, sem sapatos e com roupas sujas e rasgadas, que quase parecia não estar ali, na calçada barulhenta do grande cruzamento de veículos com os vidros fechados. Os carros, apressados, do menino não percebiam, camuflado ele que estava em seu mundo paralelo, talvez único refúgio onde ainda poderia sonhar. O garoto, com incrível habilidade, empilhava latinhas, umas maiores outras menores, de forma a construir com elas um pequeno cachorrinho imaginário, com quem brincava alegremente. Sabe-se lá por quais jardins, campos ou florestas estavam os dois, menino e bichinho, a passear e jogar. O garoto ria, cantava e contava histórias. O cachorro latia, festejava, chegava até mesmo a voar, através dos gestos do menino que, ali, fazia o mais puro teatro de bonecos. A cidade cinzenta em volta, da mesma forma como nunca antes havia abraçado o garoto, permanecia alheia e distante.

Ao abrir do semáforo, e já com a buzina do carro de trás a nos empurrar à frente, partimos, e levamos para sempre aquela imagem que, para nós, seria eternizada nos gestos do nosso boneco menino, personagem de CIDADE AZUL, a quem carinhosamente chamamos de “Neguinho”. O garoto do cruzamento, desde então, empresta sua alma ao nosso boneco, para que ele possa viver as suas aventuras também no teatro. No espetáculo, nascido em 1997, todo criado a partir do que imaginamos para aquele garoto, nosso verdadeiro herói, o menino nada mais faz do que poder sonhar e brincar, mesmo tão à margem da sociedade, mesmo tão abandonado. Nosso Neguinho sonha com um lugar melhor: uma cidade menos cinza, quem sabe uma Cidade Azul, que o possa de fato acolher, fazendo dele uma criança como toda e qualquer criança.

Aos 15 anos de nosso espetáculo, como jamais poderia deixar de ser, pensamos sempre naquele garoto e o trazemos, carinhosamente, para cada uma das apresentações que fazemos da peça. Algumas vezes, nestes anos, voltamos àquele cruzamento, sabemos, inutilmente, para procurá-lo. Claro, nunca mais o vimos por lá. Talvez materializemos neste gesto o sonho de encontrá-lo mais uma vez, o nosso poetinha, cujas mãos queríamos poder beijar... Por vezes teimamos imaginar que aquele menino pôde vencer a sua grande aventura: viver! E um belo dia, quem sabe, algum pai de família estará no teatro, com seus filhos, a nos revelar reconhecer na cena o seu cachorrinho de latas que o acompanhara pela infância nos cruzamentos da cidade. Por outro lado, no entanto, não nos conforta pensar que 15 anos depois, pouco de fato mudou. Crianças continuam jogadas pelas ruas. Nossas cidades em nada se “azularam”. Nosso país continua a assistir, hoje, a mesma banalização da vida e da violência que nos acompanha desde os tempos de colônia. Onde então estaria o nosso menino já homem, 15 anos depois? Não nos acalenta pensar no destino do nosso garoto. Mas nos conforta minimamente saber que, neste tempo todo, artistas que somos, temos tentado levar conosco, em cada canto, com nossa arte, quem sabe, uma alma de menino neguinho descalço que clama, pacífica e emocionalmente, por uma... CIDADE AZUL!

Imprensa comenta

"... Sucesso de público e crítica, a premiada peça Cidade Azul entra mais uma vez em cartaz, para encantar adultos e crianças. O enredo é de uma simplicidade que emociona! ... A manipulação dos bonecos pontua com delicadeza, graça e sofisticação, toda a apresentação..."

Edilamar Galvão - Guia Da Folha - 20/03/1998

"... É a chance para as crianças levarem destas férias impressões de uma bela peça que prima, principalmente, pelo conteúdo do texto e pelo resultado plástico da animação dos bonecos... O espetáculo é tão delicado quanto alegre e surpreendente. E faz jus á conquista de diversos prêmios..."

Ana Weiss - Jornal Da Tarde - 02/01/1998

"... Foi o ano da Cia. Truks. O impecável grupo de teatro de bonecos mostrou para as crianças espetáculos nota dez. Cidade Azul, uma singela visão da criança na grande cidade, fez chorar pais e filhos na platéia do centro Cultural São Paulo..."

Dib Carneiro Neto - O Estado De São Paulo - 28/12/1997

"... A amizade, por enquanto, está vencendo. E ao queparece, vai vencer sempre, independente de condição econômica, raça ou coisas do gênero. É disso que fala o enredo de Cidade Azul, da Cia. Truks... A platéia se une em uma só torcida. Nada de gente grande ou pequena. Só gente feliz..."

Pedro Autran Ribeiro - Jornal Da Tarde - 12/09/1997

"...CIDADE AZUL é um espetáculo imperdível. Conquista de imediato a criança menor, com seus truques e técnicas, revelando a surpreendente versatilidade da Cia. Truks".

Mônica Rodrigues Da Costa - A Folha De São Paulo - 18/07/1997

fotos

vídeos

Ficha Técnica do Espetáculo

CONCEPÇÃO GERAL E DIREÇÃO:
HENRIQUE SITCHIN

CONCEPÇÃO E CONSTRUÇÃO
DE BONECOS E CENÁRIOS:
VERÔNICA GERCHMAN
SANDRA GRASSO
VALÉRIA PERUSSO
HENRIQUE SITCHIN

TRILHA SONORA:
HENRIQUE SITCHIN
e ESTÚDIO "FREQUÊNCIA RARA"

VOZES DOS BONECOS GRAVADAS
PELAS CRIANÇAS:
JÚLIA POLYCARPO
GABRIEL SITCHIN
GABRIEL POLYCARPO

ILUMINAÇÃO:
HENRIQUE SITCHIN

ELENCO:
PRISCILA CASTRO
DRIELY PALÁCIO
LUCIANA SEMENSATTO
ANGÉLICA PRIOSTE
EMERSON BARROS
AGUINALDO RODRIGUES

OPERAÇÃO DE SOM E ILUMINAÇÃO:
JOÃO SANTIAGO

PRODUÇÃO GERAL:
CIA. TRUKS - TEATRO DE BONECOS
TEL/FAX: (011) 3865 - 8019 - (11) 999528553

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