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BIG BANG

ESTE ESPETÁCULO É DESTINADO PARA JOVENS E ADULTOS

“BIG BANG” é um divertido espetáculo destinado ao público jovem e adulto. Aqui, a Cia Truks faz as suas leituras, reinventa ou comenta a história da humanidade de forma crítica, mas extremamente bem humorada e sagaz. Enfim, retrata, a seu modo, a aventura humana sobre a terra, em um espetáculo rico em técnicas, imagens instigantes, humor e poesia.

A peça recria a história desde o seu provável momento inicial, o “Big Bang”, para terminar em nosso constante questionamento, e espanto, acerca dos desconhecidos destinos que nos são, talvez, reservados. Partimos da "gênese da história" para retratarmos alguns dos fatos mais marcantes da trajetória da humanidade. De uma caravela portuguesa, em lugar de um canhão, sairá um enorme tubo de aspirador de pó, a sugerir, muito mais do que uma embarcação, o tentáculo de um monstro. Um astronauta tenta conquistar a lua utilizando-se de gangorras e outros artefatos inúteis; Seres humanos viram sacos de lixo em disputa pelos detritos de uma grande cidade; Um homem é literalmente engolido por um aparelho televisor, entre outras cenas igualmente impactantes.

“BIG BANG” se utiliza de diversas técnicas do Teatro de Animação. Além dos já tradicionais bonecos da Cia Truks, manipulados simultaneamente por três atores, que lhe oferecem movimentos humanos de grande precisão, são usadas, também, as técnicas do Teatro Negro e do Teatro de Objetos.

 

PRÊMIOS E INDICAÇÕES

  • INDICAÇÃO AO PRÊMIO COCA COLA FEMSA - 2006 - MELHOR ESPETÁCULO JOVEM
  • INDICAÇÃO AO PRÊMIO COCA COLA FEMSA - 2006 - CATEGORIA ESPECIAL

 

TEATRO DE BONECOS PARA JOVENS E ADULTOS

“BIG BANG” é um espetáculo de Teatro de Animação destinado a jovens e adultos, prática muito comum na Europa, mas pouco conhecida no Brasil. Esta forma de arte reúne condições extremamente favoráveis para o teatro feito também para este público, e não somente para as crianças. Na medida em que é capaz de reproduzir o universo dos jogos e brincadeiras infantis, partindo do objeto – brinquedo, como signo e elemento central da comunicação teatral, imediatamente se relaciona fortemente com o universo dos pequenos. Mas, no entanto, ao prescindir do ator de carne e osso, que passa a ter a sua condição de protagonista substituída pela matéria, adquire grande capacidade de produzir novas possibilidades e composições cênicas, extremamente interessantes para o público jovem e adulto. É sobre esta faceta deste riquíssimo universo cênico que falamos aqui.


O Teatro de Animação é o “teatro da coisa”. É o teatro que dá vida ao objeto e à matéria. É, no mínimo, um jogo cênico interessante. O ator de carne e osso dá o seu lugar de epicentro da comunicação teatral para a “coisa”. Assim, objetos não serão mais adereços cenográficos, mas, sim, os agentes da ação dramática. Aqui, um saco de lixo pode ser uma criatura com pensamentos próprios, respiração, fome, angústias e sofrimentos. O personagem central pode ser um boneco antropomorfo, mas também pode romper esta condição de forma lúdica ou lírica. Uma orelha pode ser um personagem completo, uma barriga pode conter um cérebro, uma linda mulher que sonha em ser uma bailarina, no entanto, pode ter pés de vidro... O personagem pode arder em chamas (literalmente) e, logo na cena seguinte, voltar ao seu estado inicial. Pode, a seu bel prazer, desmontar-se em partes, pode explodir, voar, enfim, pode tudo o que nossa imaginação alcançar lhe propor na cena.


Este é, portanto, um recurso precioso para o que chamamos de "releitura" das realidades conhecidas, assunto central de “BIG BANG”, e também da vida dos jovens. Na medida em que retratamos a história de forma caricata, com humor ou com imagens que sintetizam ideias impactantes, fazemos algo próximo do que os jovens fazem ao “lerem” o mundo que os rodeia. Quando transformamos uma caravela portuguesa em um grande aspirador de pó, estamos contestando não somente a história, mas uma série de valores que imperaram neste tempo e que seguem marcando as nossas vidas. Talvez estejamos, sobre este momento histórico, falando em exploração, e não em colonização, porém, sem dizer uma palavra sequer, deixando que os jovens interpretem a cena à sua maneira.

Pois não é exatamente através da contestação, da crítica e do questionamento, que o jovem, agora protagonista de sua vida, e não mais tão dependente dos seus pais, experimenta se relacionar com o mundo? Jovens têm (e precisam mesmo ter) uma natureza contestadora e ávida por encontrar maneiras próprias e individuais de atuação em tudo o que lhes diz respeito. Revelamos, em "BIG BANG", as nossas inquietudes e contestações. Em nossa peça, um homem é engolido por um aparelho de TV. Há aqui uma ácida crítica aos caminhos que estamos trilhando para o futuro, que certamente encontra eco nos jovens. Também eles são contestadores, transformadores e construtores de novas realidades, movidas pelo desejo de resgate ou então construção de sua individualidade.


Aprendemos sobre o mundo cognitivamente, na primeira infância, cientificamente depois e, enquanto jovens que buscam identidades próprias, precisamos “desconstruir” estes conhecimentos, para reerguê-los novos, conforme “as nossas caras”. Ora essa, todos fomos adolescentes um dia e sabemos o quanto o mundo, sua história e seus valores nos incomodaram. O quanto tivemos que “romper” com a “ideia de mundo como ele é”, para forjarmos os nossos próprios meios, crenças e formas de estarmos vivos, sensíveis e pensantes. Pois é isto, exatamente, o que procuramos fazer em “BIG BANG” – desconstruímos a realidade e lhe trazemos nova cara, a partir do retrato da história pelos símbolos que nos dizem mais respeito, através de leituras inusitadas ou poéticas.


Em “BIG BANG” retratamos o mundo como o vemos, do alto de nossa contestação adolescente: transformamos um astronauta em um ponto de interrogação (para que a conquista do espaço, se aqui na Terra ainda se vive em favelas?). Sacos de lixo humanizam-se e tomam o lugar de soldados em guerra, no entanto, famintos pela conquista de detritos. Um estressadíssimo funcionário público vê surgirem novos braços em seu corpo, e transforma-se em uma espécie de aracnídeo, entre tantos outros exemplos que nos seriam aqui possíveis extrair do espetáculo. É um rico e criativo exercício, como dizemos, de reinvenção da realidade. É um jogo que, feito em linguagem e estrutura ágeis e imageticamente fortes, atrai grande interesse e identificação dos jovens.

Imprensa comenta

“... A Cia. Truks brinda o público paulistano, não é de hoje, com verdadeiras pérolas de encantamento cênico, à base de manipulação de bonecos. Agora apresenta Big Bang, uma espécie de história da evolução do mundo, sob a ótica muito particular e sensível da trupe. Os bonecos são cativantes, a iluminação cuidadosa, o casamento com a trilha sonora é harmonioso. Mais uma boa montagem para emocionar e fazer rir.”

DIB CARNEIRO NETO – O ESTADO DE SÃO PAULO - 23/06/2006

“... O espetáculo, muito bem humorado, brinca com ideologias, conceitos e sátiras como a do impagável astronauta que conquista o espaço saltando de uma gangorra. A Cia. tem encantado as crianças com a maneira lúdica e inteligente de contar suas histórias. Agora chegou a vez de jovens e adultos. Deixe-se levar pela imaginação e... divirta-se!”

APOENAN RODRIGUES – REVISTA DA INDÚSTRIA - 01/06/2006

“... A nova peça da Cia Truks é um programa divertido e conveniente para toda a família, atrai adultos e jovens com uma singela releitura da história da humanidade, a partir da explosão que teria originado o universo... Situações como a vida na pré história, a chegada do homem à Lua e o excesso de trabalho no mundo contemporâneo estão entre as poéticas e apuradas cenas do espetáculo...”

ANA PAULA BUCHALLA – REVISTA VEJA SP - 31/05/2006

“... Durante anos a Cia Truks aprimorou a linguagem do teatro de bonecos e de animação. Acumulou prêmios, todos voltados para o público infantil. Agora, para comemorar os 15 anos do grupo, cria Big Bang, uma lúdica e crítica versão da gênese da humanidade. O aniversário é da trupe, mas o presente certamente é do público...”

BETH NÉSPOLI – O ESTADO DE SÃO PAULO - 11/05/2006

fotos

vídeos

Ficha Técnica do Espetáculo

Texto, Concepção Geral e Dramaturgia: HENRIQUE SITCHIN E VERÔNICA GERCHMAN

Direção: HENRIQUE SITCHIN

Elenco: AGUINALDO RODRIGUES, DRIELY PALÁCIO, LUCIANA SEMENSATTO, ANGÉLICA PRIOSTE e PRISCILA CASTRO.

Operação de som e iluminação: JOÃO SANTIAGO

Coordenação de Confecção de Cenografia, Bonecos e Formas Animadas: VERÔNICA GERCHMAN

Figurinos dos bonecos: VALÉRIA PERUSSO

Trilha Sonora: HENRIQUE SITCHIN