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ACAMPATÓRIO

Três divertidos e criativos amigos partem para uma empolgante aventura: vão acampar em terras desconhecidas! Entram em cena com as suas mochilas superequipadas e abrem as portas para a imaginação. Passarão o dia vivendo as mais malucas situações, tais como uma frustrada pescaria, um engraçado piquenique, com direito a uma empolgante luta contra um exército de formigas, arrepiantes histórias “de terror” em volta da fogueira, entre outras passagens repletas de diversão, bom humor e até mesmo ilusionismo.

Viverão, por fim, um destes dias que fazem a vida valer a pena: ao lado dos amigos queridos, com quem gostaríamos que o tempo parasse, ou que se repetisse por toda uma vida...

 

O TEATRO DE OBJETOS DA CIA TRUKS

Nesta peça utilizamos a técnica de teatro conhecida por “Teatro de Objetos”, ou então, como também gostamos de chamar, à maneira da Cia Truks, de “Teatro Com Objetos”. Aqui, mudamos o uso cotidiano do objeto para construir nossas criaturas, ou simbolizar personagens. Uma colher de pau se transforma em uma cozinheira, um algodão pode ser um pintinho, ou, então, construímos uma simpática vaquinha com canecas e um cantil.

Trata-se do mesmo procedimento usado nas peças anteriores da trilogia, como Sonhatório e Construtório. Em Sonhatório, por exemplo, fizemos águas vivas com sacos de lixo, e pinguins com garrafas térmicas. Em Construtório transformamos um alicate em um papagaio, um par de serrotes em um feroz jacaré, entre tantos outros exemplos. Agora, em Acampatório, seguimos pelo mesmo caminho, inventando novos usos para as coisas de um acampamento. Aqui teremos dançarinos feitos com pés de pato, bichos feitos de frutas, petecas transformadas em índios, entre tantos outros.

O procedimento tem clara e direta relação com o que o educador JEAN PIAGET definiu como “jogo simbólico”. É uma forma de comparação que as crianças encontram para entenderem o mundo ao seu redor, bem como fortalecer a sua individualidade. A criança, pela pouca experiência de vida, não tem repertórios para fazer comparações e ou entendimentos racionais, elaborados, de certos assuntos. Então, para isso, elas usam do artifício do jogo simbólico: brincam de ser como o papai, para entender, na prática, que são necessárias regras de convívio; brincam de boneca para experimentarem ser como a mamãe; empenham uma espada para sentirem-se fortes como os príncipes e os heróis, conversam com bichinhos imaginários, são capazes de enxergar vida onde não há vida. Passam a conhecer a si mesmas e, a partir daí, terão subsídios também para começar o processo de identificação do outro - prática fundamental para o convívio em sociedade.

O Teatro de Objetos promove, ainda, uma rica experiência poética que, em nossas pesquisas, denominamos pelo termo “A ALFABETIZAÇÃO PARA A POESIA”. Para a construção de uma metáfora, na literatura, juntam-se duas palavras para se criar um terceiro significado, que não é a simples combinação delas. O Teatro de Objetos pode operar na mesma lógica. Em ZÔO-ILÓGICO, espetáculo destinado a todos os públicos, pai e filho encontram as portas do parque fechadas quando lá vão fazer um piquenique. Para “não perderem a viagem”, resolvem criar os bichos a partir dos objetos de sua cesta. Assim, um bule de café, combinado a um pano de prato e um espanador de pó dão origem a uma galinha. Isto nada mais é senão poesia visual, ou ainda, podemos dizer, METÁFORA VISUAL. Juntam-se os elementos A, B e C (bule, pano, espanador), neste caso, para criar D (galinha), completamente diferente de A, B ou C. Isto é o que chamamos de “uma bomba de criatividade” a ser detonada dentro do cérebro do espectador.

No processo de alfabetização, crianças pequenas aprendem, em um primeiro momento, que o desenho de uma casa, que nada mais é senão a representação gráfica de uma casa, pode simbolizar uma casa verdadeira. Daí a entenderem que a letra “A” será a “representante” do som “A” será um passo natural. Por isso ousamos chamar nosso processo pelo nome de “alfabetização”. Ao aceitar um grampeador de papéis como representante de um jacaré, o espectador, na idade em que for, estará se iniciando na linguagem da metáfora visual. Assim como o poeta “refuncionaliza”, ou resignifica palavras, nós refuncionalizamos objetos. Este recurso é amplamente explorado no Teatro de Objetos. Um maço de cigarros pode representar um bandido, assim como um par de óculos pode vir a ser alguém a enxergar o que mais ninguém pode ver. Quando apresentado no teatro, o jogo pode ser riquíssimo, e encontrar relação direta e muito prazerosa com os pequenos. Não somente, é capaz de surpreender os adultos, justamente pela sua ampla possibilidade criativa. O exercício de associação da imagem com aquilo que ela representa, enfim, é um rico mergulho na poesia.

 

 

Imprensa comenta

"O nonsense e o real se misturam e brincam com a gente. As crianças na plateia deliram: não param nas cadeiras, não querem perder nem um lance, gargalham. Os adultos assistem encantados, em poucos minutos entregues ao deleite de uma boa história narrada praticamente sem falas e, de alguma forma, voltam para um lugar que nunca deveriam ter deixado: a imaginação. Em Acampatório, os atores usam o que se chama de “teatro de objetos”. A Truks prefere chamam “teatro com objetos”, o que faz todo sentido. Sentido? Ah, esta é uma brincadeira importante: o que era passa a ser sempre outra coisa. A partir de um cantil e duas canecas, vemos uma vaca; três pés de patos e snorkels aparecem-nos como três cantores; dois cachos de bananas se transforam em pés de caranguejo e a brincadeira é sempre tão esperada e excitante que minha filha Clarice, de 3 anos, vira para mim e pergunta: “Mãe, e agora, o que vai virar isso?”, assim que avista um objeto novo chegando.
A gente pode rir muito, mas muito mesmo. Rir de chorar. Os atores são cômicos e as cenas transformadas dão sempre uma mistura de “óooooooooh” com “não acredito!”. Dá uma vontade de correr para casa e brincar. Brincar, lembra?... A Truks não tem medo de jogar emoção nas crianças. Não se importa se ela chora ou se inclina a cabecinha de lado, sentindo a beleza da compaixão com um personagem (é sempre a mais comum reação da minha filha). Porque ela aposta que cada um de nós sempre pode ser mais e que a tristeza muitas vezes nos dá a mão nesta virada. As pessoas “ainda não foram terminadas”, como diz Guimarães Rosa. Sempre podem se transformar. Feito um teatro com objetos. Feito poesia. Feito ser humano."

CRIASTIANE ROGÉRIO - SITE ESCONDERIJOS DO TEMPO - 08/09/2015

"E o trio de encantadores fazedores de poesia do repertório da Cia. Truks está de volta. Depois de ‘Construtório’ e ‘Sonhatório’, agora é a vez de ‘Acampatório’. Os três personagens arrebatam o público com carisma e sedução, nessa que já virou talvez a série mais bem-sucedida de teatro de objetos que já ocupou nossos palcos em São Paulo... Henrique Sitchin, na direção, nunca abre mão de uma trilha sonora com canções e ritmos conhecidos, pontuando as ações ora com temas de uma alegria frenética ora com melodias sentimentais mais intimistas. Ele também nunca deixa o virtuosismo e a técnica da manipulação de objetos, inegáveis em suas produções, predominarem sobre o encantamento e o fascínio de uma boa história. A técnica está ali, mas a serviço da emoção, da fabulação, do estímulo à imaginação. Mais uma vez ele nos surpreende ao usar a ingenuidade de três amigos brincalhões para nos lembrar da importância de brincar e não deixar morrer a criança que mora dentro de nós...Palmas, palmas e mais palmas para a Cia. Truks. Seja ‘Construtório’, ‘Sonhatório’ ou ‘Acampatório’, o que essa veterana trupe nos oferece é sempre ‘encantatório’".

DIB CARNEIRO NETO - REVISTA CRESCER - 28/08/2015

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Ficha Técnica do Espetáculo

TEXTO:
HENRIQUE SITCHIN,
GABRIEL SITCHIN,
RAFAEL SENATORE
ROGÉRIO UCHOAS

DIREÇÃO:
HENRIQUE SITCHIN

ELENCO:
GABRIEL SITCHIN,
MATEUS BONASSA
ROGÉRIO UCHOAS

OPERAÇÃO DE SOM E ILUMINAÇÃO:
THIAGO UCHOAS

CENOGRAFIA E CRIATURAS ANIMADAS:
DALMIR ROGÉRIO PEREIRA
GABRIEL SITCHIN
HENRIQUE SITCHIN
RAFAEL SENATORE
ROGÉRIO UCHOAS

TRILHA SONORA:
HENRIQUE SITCHIN

SOMBRAS:
BRUNO SAGGESE

DESENHOS:
HELIO SENATORE