ZÔO-ILÓGICO

Zôo-ilógico é um projeto que voltou a reunir três dos mais conceituados profissionais do Teatro de Animação do país: Cláudio Saltini, da Cia. Circo de Bonecos e Henrique Sitchin e Verônica Guerchman, da Cia. Truks e do Centro de Estudos e Práticas do Teatro de Animação de São Paulo. Isso aconteceu 14 anos após a primeira e bem sucedida experiência dessa união de esforços, que deu origem ao marcante espetáculo "Truks: A Bruxinha", que certamente foi um divisor de águas do Teatro para Crianças na cidade de São Paulo. Após 8 anos em cartaz, vários prêmios e mais de 1200 apresentações realizadas, a "Bruxinha" influenciou toda uma geração de bonequeiros que a sucedeu, elevando os níveis ético e estético das produções para os pequenos. Em cartaz desde 2004, a peça já foi apresentada mais de 500 vezes, por todo o país, com grande aceitação de crítica e público.

A PEÇA

Zôo-Ilógico traz para os palcos uma idéia aparentemente simples, mas de fundamental importância para as crianças: o estímulo ao processo criativo, à invenção e à criação de novos referenciais imaginários. A partir de simples objetos do cotidiano, desfilam pela cena mais de uma dezena de divertidas e inusitadas criaturas animadas.

Tudo começa quando dois amigos resolvem fazer um piquenique no Zoológico. Ao encontrarem as portas do parque fechadas, não se intimidarão em criar, com muita criatividade e um certo non-sense, o seu zoológico particular, em que bichos serão feitos de pratos, panos, garrafas, talheres e tudo o mais que estiver ao alcance de suas mãos. As nada comuns criaturas viverão situações cômicas ou poéticas. Estará criado o Zôo-ilógico, possível na imaginação de todos. E aberto, sempre!

 

PRÊMIOS E INDICAÇÕES

• PRÊMIO DA ASSOCIAÇÃO PAULISTA DE CRÍTICOS DE ARTE, 2004 - MELHOR ATOR. • PRÊMIO COCA-COLA FEMSA, 2004, na CATEGORIA ESPECIAL, PELA INOVAÇÃO DE LINGUAGEM DESENVOLVIDA NA MONTAGEM. • INDICAÇÃO AO PRÊMIO COCA COLA FEMSA, 2004, MELHOR DIREÇÃO. • INDICAÇÃO AO PRÊMIO COCA COLA FEMSA, 2004, MELHOR ESPETÁCULO. • INDICAÇÃO AO PRÊMIO COCA COLA FEMSA, 2004, MELHOR ATOR.

“Zôo-Ilógico é um primor. Um programa para toda a família, aliando fantasia e técnica de forma atraente e prazerosa. O uso do chamado “teatro de objetos”, em que coisas inanimadas ganham vida pelas mãos dos atores manipuladores é harmonioso com a história, ingênuo sem ser antigo, hilário sem ser grosseiro e, de quebra, com momentos de pura poesia e romantismo. As transformações que se dão à frente da platéia são de uma criatividade incrível. O non sense de algumas criaturas-objetos intriga e estimula a imaginação. Adultos se empolgam de uma forma pouco vista nas platéias de teatro infantil e crianças vivem 50 minutos de puro encantamento.”
DIB CARNEIRO NETO – JORNAL O ESTADO DE SÃO PAULO 09/04/2004

“Bule, espanador e saco de lixo viram galinha, elefante e foca no teatro de bonecos Zôo-Ilógico. O público vê os personagens-bichos sendo feitos e pode aproveitar as idéias em casa. Os amigos nãao falam quase nada, mas fazem caras muito engraçadas e se comunicam por gestos. Até um bebê de nove meses batia palmas e dançava no colo da mãe”.
JORNAL “FOLHINHA DE SÃO PAULO” 20/03/2004

“A montagem é um dos melhores espetáculos infantis da cidade. Na trama, a intenção dos personagens era fazer um piquenique no zoológico. Ao encontrar o local fechado, resta-lhes soltar a imaginação. Sem palavras, e com um sincronismo espantoso, os atores enfeitiçam a platéia ao transformar pratos, bacias, talheres e panelas em animais encantadores.”
REVISTA VEJA SÃO PAULO – MARÇO DE 2004

“O grupo manipula objetos com mestria. Não são apenas os objetos que ganham vida nas cenas, pois os manipuladores são muito expressivos. À vontade com a arte de interpretar, eles brincam com a platéia e iludem a todos, sem afetação ou estardalhaços.”
MÔNICA RODRIGUES DA COSTA – JORNAL FOLHA DE SÃO PAULO – MARÇO 2004

 

 

A Técnica - O Teatro de Objetos

Zôo-ilógico é um espetáculo feito a partir da técnica teatral hoje conhecida pelo nome de “Teatro de Objetos”. Diferente do que conhecemos do teatro a que estamos acostumados assistir, no teatro de objetos o ator não se expressa através de seu corpo, mas sim por meio de um objeto intermediário. Para compreendermos esta técnica singular de comunicação teatral, buscamos as características que a diferem do teatro “convencional”. Nele, o ator empresta sua voz, expressões e movimentos corporais para a criação de um personagem que nada mais é senão seu próprio ser transformado, mas ainda em aspecto antropomórfico. Para o teatro de bonecos, que já é bastante mais próximo do teatro de objetos, emprestamos esta mesma expressividade para os títeres (denominação de bonecos de quaisquer técnicas), que tomarão os lugares dos atores de “carne e osso”. No teatro de objetos, o elemento de manifestação artística pelo qual o ator se comunica com seu público, e o próprio personagem da narrativa, não é seu corpo ou um boneco, mas sim, repetimos, um simples objeto de uso cotidiano.

Neste trabalho, o ator transfere energia ao objeto, à matéria inerte. Empresta-lhe gestos, vozes, sons e características diversas, como faria a um personagem que tivesse de ser criado a partir de seu próprio corpo. O ator, portanto, anima o objeto. Entrega-lhe vida para que este cumpra seu papel dramático no enredo.

Ora, mas por que então trabalhar com esta técnica para crianças? Se formos atentos, perceberemos este jogo sempre presente nas brincadeiras infantis. É o próprio “jogo simbólico” a que se refere Piaget. O bule de café vira elefante, o grampeador de papéis sobre a mesa do escritório pode ser um feroz jacaré, entre uma gama de infinitos exemplos.

A criança entende a vida e o mundo através de comparações. Necessita compreender o novo para que este possa ser parte de seu repertório. E é apenas a partir da compreensão plena daquilo que é novo que a criança poderá processar todo o desenvolvimento de seu conhecimento e, consequentemente, das possibilidades de sua criatividade e capacidade imaginativa. Ao verificar a imagem de um objeto conhecido representando, por exemplo, um bicho com o qual está acostumada, ela realiza combinações de figuras e idéias, reforçando seu desenvolvimento cognitivo e intelectual. Pois verificamos, então, o tanto de prazer, entretenimento e aprendizado que pode trazer o teatro de objetos aos pequenos.

As possibilidades cênicas da técnica são infinitas, por não se restringirem às formas humanas, e possibilitar que o centro da narrativa cênica seja tomado pela “coisa”, qualquer que seja. É, portanto, um teatro de vanguarda, que retira da cena o conhecido formato do ator de “carne e osso”, e suas limitações impostas pela física, para fazer em cena as mais interessantes e expressivas criaturas que a imaginação puder alcançar.

A técnica é hoje considerada uma das mais modernas do teatro, sendo pesquisada e trabalhada por alguns dos principais grupos teatrais de todo o mundo. Paradoxalmente, porém, não é difícil imaginar que ela pode ter sido responsável pelos primórdios da comunicação humana e do desenvolvimento da linguagem verbal. É bastante plausível conceber a cena de uma roda de homens primitivos narrando, com sons guturais, a caçada do dia, representando caça e caçadores através da animação de pedras e gravetos, em uma roda de interessados espectadores.

Zôo-ilógico utiliza objetos de uso diário para recriar imagens conhecidas em novas e diferentes, explorando profundezas do imaginário infantil, porém, respeitando a sabedoria e a imaginação das crianças.




 

 




ver vídeo

 

 

 

IDÉIA ORIGINAL: HENRIQUE SITCHIN

ROTEIRO, CRIAÇÃO E PRODUÇÃO GERAL: HENRIQUE SITCHIN, CLÁUDIO SALTINI E VERÔNICA GERCHMAN

DIREÇÃO VERÔNICA GERCHMAN

ELENCO HENRIQUE SITCHIN E WAGNER DUTRA

 
© 2009 Cia. Truks • Todos os direitos reservados • Criação de sites: Trupe