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Contação de Histórias

DIVERTISTÓRIAS é uma engraçada sessão de "contação de histórias" que, não somente brinca de maneira bem humorada com a forma tradicional da narrativa oral, como também convida o público a participar de um rico jogo de dramatização. Em 40 minutos, divertidas histórias são contadas de maneira especial por HENRIQUE SITCHIN, ator e diretor teatral com 30 anos de experiências profissionais no teatro, literatura e educação, e que exerce, atualmente, as funções de diretor artístico e coordenador da Cia. Truks.

Uma simples caixa é o ponto de partida deste mergulho na imaginação. É de onde surgem os mais variados objetos que, a partir de uma divertida forma de animação, que muito lembra a maneira como brincam as crianças com os objetos, se transformam em fantasiosos personagens: um boné representará um menino, o bule de café vira um elefante, algodões transformam-se em engraçados e brincalhões pintinhos, e assim por diante.

Os contos "Era Uma Vez Uma Princesa" e "O Carro De Anastácio", são os objetos desta experiência. Ao tempo em que a criança se diverte com o conto narrado, reforça o gosto pela leitura e se apropria dos contos como brinquedos de precioso valor. A narração das histórias se transforma em verdadeiro brincar. Estão em cena as Divertistórias!

 

UM BREVE HISTÓRICO

“Divertistórias” foi criada em 1988 e, desde então, vem sendo apresentada ininterruptamente, em todo o país. A sessão de contação de histórias foi criada para acompanhar uma oficina de literatura infantil ministrada pela Profa. Maria da Graça Mendes Abreu, grande autoridade no assunto. Tamanho foi o sucesso da iniciativa que a apresentação ganhou "vida própria", e segue há quase três décadas em cartaz. Originou-se de forma muito especial, conforme conta Henrique Sitchin, no texto abaixo.

"Em uma das invenções coletivas de histórias que eu fazia, tinha uma mala com fantoches, e então iniciava o enredo dizendo: “Era uma vez um menino!” - e prontamente tirava o fantoche menino da minha mala e o colocava em cena. Seguia eu, já animando o fantoche: “O garoto caminhava pela floresta quando apareceu um bicho muito feroz...”. E então fazia uma pequena pausa e jogava a pergunta para as crianças: “Um?... um?...”. Prontamente as crianças diziam: “Um leão!” (ou, raramente, um tigre, um grande urso...). E eu tinha estes fantoches “estratégicos” na mala. Quase como mágica para os “pequenos”, os personagens citados surgiam na cena recém-inventada. Se eu dissesse que o menino avistou um castelo, dispunha de reis, rainhas, príncipes, princesas, bruxas e fadas. Se surgisse a ideia de que o menino mergulhou no mar, eu tinha alguns peixes, uma baleia de pano, e assim por diante. Até que um dia uma criança propõe: “O menino tinha que atravessar o rio de jacarés para chegar ao castelo do rei!”. Eu não tinha o fantoche jacaré em minha mala. De forma marota, expliquei que o jacaré não havia vindo comigo, naquele dia, e perguntei se o rio não poderia estar cheio de peixes. A criança insiste: “Era um rio de jacarés!”. Eu tento me livrar da enrascada: “Poderia ser um mar com uma baleia?”. “Jacaréééés! Eram jacaréééés!!!” - insiste de forma veemente o já aflito garoto.

Uma outra criança, então, soluciona o conflito: “Não tem problema! Tem jacaré na mesa da professora!”. Atônito, eu olho para a mesa e não vejo fantoche de jacaré algum por ali. A criança se levanta do lugar, vai em direção à mesa e me traz o... GRAMPEADOR DE PAPÉIS! “Toma o jacaré!” – ela diz com a máxima naturalidade.

Aquela foi a última participação de meus fantoches nestes exercícios de invenção de histórias. Em seus lugares ganharam espaços, na minha mala, diversos tipos de chapéus, um preto que viria a ser, geralmente, uma temível bruxa, um boné tomaria as vezes do menino. Não somente, um sapato feminino muitas vezes passaria a simbolizar uma mãe, uma coroa viraria o leão, um grande bule de café, um elefante, o grampeador seria o jacaré, é claro, e assim por diante. Alguns dias depois estava criada DIVERTISTÓRIAS, para nunca mais parar...”.

 

AS HISTÓRIAS

 

O CARRO DE ANASTÁCIO

“Esta história é de brinquedo”, falou certa vez uma criança de idade pré-escolar ao assistir à apresentação de “O Carro de Anastácio”, em Divertistórias. De fato, o jogo e o brincar estão presentes, se misturam e se mesclam com as palavras, neste conto de humor refinado.

A saudável confusão é instaurada quando Anastácio resolve ir visitar seu tio que vive em uma fazenda muito distante. Como irá de carro, passará por florestas, ao longo de grandes estradas, de onde recolherá, passo a passo, os “bichos caroneiros” que, de súbito, resolvem acompanhar o menino à casa do tio. Assim, no mesmo carro estarão o elefante, o tamanduá, um hipopótamo, uma família de galináceos, uma microscópica porém espevitada pulguinha, e assim por diante. Pois é então que o relacionamento entre os animais e o menino se torna, de forma muito divertida, o fio condutor do enredo que levará a um final muito engraçado.

 

 

ERA UMA VEZ UMA PRINCESA

“Era uma vez uma princesa” se utiliza, com sutileza, de uma situação aparentemente diária e de menor importância para falar aos pequenos, em linguagem simples, mas poética, de conceitos como solidariedade, amizade e carinho com o próximo.

Em um luxuoso castelo vive uma princesinha cercada por dezenas de empregados. Todos os seus desejos e caprichos são prontamente realizados pelo séquito de serviçais, de forma que a ela só resta passar o tempo suspirando em sua janela. Um dia, porém, com a chegada do inverno, a princesa percebe não possuir um simples cachecol para agasalhar o pescoço. Resolve então, de forma inédita, colocar-se a trabalhar para tricotar o cachecol. Gostando mais da nova atividade do que de ficar à janela sem nada para fazer, ela passará dias e dias tricotando o por fim imenso cachecol, até não ter mais onde guardá-lo. Decide então, em um primeiro momento para livrar-se do cachecol, mas depois percebendo a sua utilidade, entregar pedaços de seu produto aos habitantes da aldeia mais próxima. Neste momento, a plateia será transformada na dita aldeia e, em um espontâneo jogo teatral, tomará parte da história, agasalhando-se graças ao gesto da princesa, no rigoroso inverno.

O conto trata de valorizar o trabalho humano, seja ele qual for, e mostra como, em um simples gesto, pode estar toda a mudança necessária para que se melhorem as relações entre as pessoas.

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