Cia Truks
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A Companhia

O GRUPO: CIA TRUKS - TEATRO DE BONECOS

A Cia. Truks foi criada em 1990, e desde então apresenta os seus espetáculos de repertório em teatros, escolas, instituições ou espaços alternativos de todo o Brasil. Não somente, participa de mostras e festivais de teatro e teatro de animação em países do exterior, e em eventos e congressos vinculados à educação e à cultura. Paralelamente, ministra cursos e oficinas sobre o teatro para crianças, técnicas de animação de bonecos, objetos e figuras, além de cursos sobre procedimentos para a criação e o desenvolvimento de uma dramaturgia própria do encenador. O grupo é referência nacional na arte do teatro de animação, bem como um dos principais expoentes do teatro para crianças no Brasil. Recebeu os principais prêmios do segmento: o Mambembe, do Ministério da Cultura, o A.P.C.A., da Associação Paulista de Críticos de Arte, o Coca Cola de Teatro Jovem, o Teatro Cidadão, da Prefeitura de São Paulo, e o Prêmio Estímulo da Secretaria de Estado da Cultura de São Paulo, entre outros. Coordenou o Centro de Estudos e Práticas do Teatro de Animação de São Paulo, espaço de referências desta linguagem artística, em projeto vinculado à prefeitura do município, entre 2002 e 2012.

Truks notabilizou-se, ao longo dos anos, por seu especial cuidado com o universo das crianças, com o desenvolvimento de uma dramaturgia rica, e por seu extremo profissionalismo, marcado por cada uma de suas mais de 7.500 apresentações já realizadas. O grupo se utiliza, como fontes de inesgotável inspiração, das formas com que as crianças brincam em seus jogos e brincadeiras, o que pesquisa insistentemente há mais de duas décadas. O grupo almeja levar, para os palcos, a beleza máxima das brincadeiras das crianças, no entanto, "alargadas" pelas capacidades artística e técnica do coletivo. 

Não somente, a Cia Truks opera uma constante e obsessiva busca pela perfeição técnica, pela vida e máxima expressividade de seus bonecos. Dotou o seu trabalho e pesquisa cênica de uma característica singular, ao desenvolver uma técnica particular de animação de figuras, inspirada na centenária arte japonesa do Bunraku, em que três atores, simultaneamente, animam o mesmo boneco, conferindo-lhe movimentos humanos precisos, que encantam e surpreendem plateias de todas as idades. Desenvolveu, ainda, uma linguagem própria de ressignificação e animação de objetos do cotidiano, que se transformam em divertidas personagens de espetáculos extremamente inteligentes e criativos. A cia. combina, a estas práticas refinadas, uma dramaturgia potente que, com delicadeza, usa o caráter mágico de seus bonecos para envolver e encantar crianças, escolha primeira do grupo. Sua capacidade de comunicação direta e precisa com este público é patente, concretizada através de histórias bonitas e profundas, que consideram e respeitam o seu rico universo criativo, ao tempo em que lhes oferecem visões de mundo instigantes, inovadoras, e repletas de fantasia e poesia.

Truks entende o teatro como eficiente instrumento de comunicação entre humanos. Interessa ao grupo, sobremaneira, exercer o seu papel na construção de uma sociedade melhor. Na trajetória de mais de 26 anos de trabalhos, o grupo direciona o seu principal foco nas preocupações temáticas de cada espetáculo. Já falou da realidade dos meninos de rua em “Cidade Azul”, da dificuldade de adaptação dos pequenos ao mundo dos adultos, em “O Senhor dos Sonhos”, de guerra e paz em “Os Vizinhos”, da globalização em “Gigante”, sobre quem são os verdadeiros loucos do mundo de hoje, em “Sonhatório”, da questão da descartabilidade, das pessoas e do lixo, em "Expedição Pacífico", entre tantos outros temas relevantes. Enfim, escolhe falar daquilo que lhe toca o coração, que lhe move ideologicamente ou que lhe preocupa. E fala destes temas de forma poética, e não enquanto conceitos ou lições didáticas - acredita que este seja trabalho para educadores, pensadores e afins. Enquanto coletivo de artistas, cria um universo poético em torno dos temas, e os apresenta de forma emotiva.

Em seus trabalhos, a Cia Truks clama aos adultos que entendam melhor as crianças. Por perversas ideologias, enraizadas na sociedade desde tempos ancestrais, entende-se a criança como uma “página em branco”, onde serão escritas as leis que regem o mundo dos adultos. Não! Muito além disto, crianças são seres que formulam hipóteses, jogam jogos complexos, vivem tristezas, inseguranças, angústias, fantasias e sonhos. Enfim, são seres plenos, e como tal devem ser entendidos e respeitados. Truks, assim, almeja fazer de sua atividade artística um forte instrumento de enriquecimento do imaginário infantil, atuando diretamente na formação de cidadãos críticos, criativos e, sobretudo, sensíveis, prontos a responder, com afeto e respeito ao próximo, aos desafios da vida presente e futura.

 

UM BREVE HISTÓRICO DA COMPANHIA TRUKS

A Cia. Truks foi criada a partir do encontro dos “bonequeiros”, vindos de diferentes companhias de teatro de animação, Henrique Sitchin, Verônica Gerchman e Cláudio Saltini, com a premiada autora e ilustradora Eva Furnari. O objetivo era montar, inspirando-se na técnica do “BUNRAKU” japonês, o espetáculo “TRUKS: A BRUXINHA”, que traria para os palcos as aventuras da personagem de inúmeras histórias e quadrinhos da autora. Coordenado pelo diretor Eduardo Amos, um dos fundadores da notável Cia. "A CIDADE MUDA", foi realizado um intenso trabalho de pesquisas sobre o boneco adaptado do “Bunraku”, desde a sua confecção detalhada, até infindáveis exercícios de animação do mesmo, que se estenderam por quase um ano de trabalhos, entre experimentações e pesquisas práticas. O espetáculo estreou em abril de 1991 e acumulou, até 1998, mais de 1200 apresentações, entre temporadas em teatros, sessões em escolas, centros culturais, prefeituras, entidades e festivais. Em 1994 “TRUKS: A BRUXINHA” esteve em cartaz nos teatros Alceu Amoroso Lima e Hilton, em São Paulo, tendo alcançado, àquele tempo, médias de público expressivas para o teatro infantil na cidade. Foi muito elogiado pela crítica, e recebeu o TROFÉU MAMBEMBE, CATEGORIA ESPECIAL – 1994, além da indicação, ao mesmo prêmio, na categoria Direção. A peça voltou a cartaz em 1995, no Teatro Crowne Plaza, e em 1996, no Teatro Delfin, no Rio de Janeiro, além de se apresentar em mais de 70 cidades de todo o país. Em 2010 o espetáculo voltou a ser encenado, em função das comemorações pelos 20 anos do grupo, e desde então, mais uma vez, integra o repertório da Cia.

Em 1997, a Cia. estreou os espetáculos “HISTÓRIAS COM DESPERDÍCIOS” e “CIDADE AZUL”. O primeiro em uma coprodução com o grupo “EL TEATRO DE LA PLAZA”, de Buenos Aires, Argentina. A peça, de autoria do grupo portenho, foi apresentada em inúmeros países e ganhou diversos prêmios. Ao contar a história da vida de um catador de lixo, revela-se em palco um impressionante aproveitamento de toda sorte de desperdícios e sucatas da grande cidade. Bonecos e cenários eram todos montados em cena, provocando surpresa nos adultos e encantamento nas crianças.

“CIDADE AZUL”, por sua vez, foi laureada com o “PRÊMIO ESTÍMULO 1996 - TEATRO DE ANIMAÇÃO” da Secretaria de Estado da Cultura de São Paulo. Após suas primeiras temporadas, a peça recebeu diversos prêmios, entre os quais o PRÊMIO A.P.C.A. – 1997 nas categorias MELHOR ESPETÁCULO INFANTIL e MELHOR AUTOR PARA TEATRO INFANTIL; o PRÊMIO MAMBEMBE–1997, na categoria GRUPO DESTAQUE, e UM DOS 5 MELHORES INFANTIS DO ANO, além das indicações para MELHOR TEXTO PARA TEATRO INFANTIL e MELHOR DIREÇÃO PARA TEATRO INFANTIL e o PRÊMIO COCA COLA DE TEATRO JOVEM – 1997, nas categorias MELHOR DIREÇÃO e MELHOR ESPETÁCULO, além da Indicação para MELHOR TEXTO.

Em 1999, o grupo estreou, no Centro Cultural São Paulo, o espetáculo “O SENHOR DOS SONHOS” que contou, para a sua montagem, com a assessoria de diversos educadores e notáveis especialistas em infância. A peça, mesclando momentos lúdicos e engraçados com outros de muita poesia, revela em palco toda a riqueza do universo infantil. O menino Lucas precisa adequar-se ao mundo imposto pelos adultos, sem, no entanto, jamais perder a fantasia da infância. A peça alcançou grande sucesso de público, ao lotar, diariamente, 2 sessões na Sala Jardel Filho do Centro Cultural São Paulo, de 312 lugares. Obtinha, portanto, uma média de 1.200 espectadores por final de semana. O garoto Lucas, simbolizando talvez todas as crianças, materializa o anseio destas pela liberdade de viverem os seus sonhos, com a ajuda e cumplicidade dos adultos, mas não com suas “lições” ou chantagens pretensamente pedagógicas. A peça foi apresentada em diversos festivais, na Espanha, em 1999, entre os quais os de Tolosa, Pamplona e Gijón. O espetáculo teve convites para participar de diversas mostras internacionais nos anos seguintes.

Em 2000, Truks estreou o espetáculo “Contar até 10”, em que os manipuladores dos bonecos tornam-se também contadores de histórias, e contam uma bonita fábula sobre solidariedade e cooperação, através de uma alegoria de nossas sociedades, criada através de dois reinos idênticos: os azuis e os amarelos, que necessitam um do outro para sobreviver. A peça foi apresentada em escolas de todo o país, inserindo-se em diferentes programas cujos temas eram solidariedade e cooperação.

Em 2002, a Cia. foi laureada pela Prefeitura do Município de São Paulo com o Prêmio “Teatro Cidadão”, para o projeto “CENTRO DE ESTUDOS E PRÁTICAS DO TEATRO DE ANIMAÇÃO”. O projeto foi também contemplado pelo PROGRAMA MUNICIPAL DE FOMENTO AO TEATRO PARA A CIDADE DE SÃO PAULO, no ano seguinte. O espaço funcionou na Biblioteca Municipal Monteiro Lobato até 2012, e, não somente, prestou-se como Centro de Referências para o Teatro de Animação de nossa cidade, como também teve todos os seus esforços centrados em garantir, aos trabalhadores deste teatro, plenas condições de aprimoramento e fruição de sua arte. Por outro lado, presenteou a população paulistana com a sua produção, garantindo a esta o acesso ao teatro, através de uma rica programação de espetáculos e ações formativas, entre as quais oficinas, mesas redondas, palestras, workshops e etc. Estimulando a pesquisa e o desenvolvimento de linguagens próprias de trabalho, o Centro de Estudos foi responsável pela criação de dezenas de novos grupos de trabalhos, bem como de originais espetáculos de Teatro de Animação.

Ainda em 2002, a Cia. Truks estreou o espetáculo, "Vovô", que, de forma extremamente poética, faz uma singela homenagem aos imigrantes que chegaram ao país em meados do século passado. Celebra a continuidade da vida, ao fazer do personagem vovô o ícone de toda uma geração que lutou por um objetivo maior: tão somente... viver, em meio ao caos das transformações sociais e das guerras que marcaram a primeira metade do século passado, sobretudo na Europa. A peça, com elevado rigor estético, e muito emocionante, cumpriu temporada, em 2002, no Teatro do Sesc Belenzinho, e, em 2003, no Teatro Folha. Alcançou, no Sesc, média de público de 250 espectadores por sessão, igual número atingido em posterior temporada do Teatro Folha. Foi vencedora do Prêmio Panamco no Teatro, na Categoria MELHOR CENOGRAFIA – 2002, e introduziu uma nova, por assim dizer, modalidade de teatro em escolas de todo o país: o teatro para alunos e avós. A partir de uma encantadora programação, a peça vem sendo apresentada para estudantes e seus avós que, invariavelmente, emocionam-se profundamente com a singela homenagem. Posteriormente, o espetáculo foi selecionado a participar do Projeto SESI BONECOS DO BRASIL e vem sendo encenado em todas as capitais do país, para públicos que chegam a mais de 5000 espectadores por sessão.

Em 2004 o Grupo criou, em parceria com Cláudio Saltini, o espetáculo “ZOO-ILÓGICO” em que a técnica predominante de animação é a do teatro de objetos. Dois amigos vão ao zôo e, ao chegarem, encontram as portas do parque fechadas. Não se intimidarão em criar o seu “zoo-ilógico”, em que talheres, bacias e panos se transformam nas mais divertidas criaturas. A peça recebeu diversos prêmios e indicações, entre os quais o da A.P.C.A. – Associação Paulista de Críticos de Arte, e Panamco no Teatro.

Em 2006, como resultado dos estudos fomentados pelo Centro de Estudos e Práticas do Teatro de Animação, a Cia. estreou seu primeiro trabalho para adultos: o espetáculo “Big Bang” que, com muita irreverência, humor e poesia, traz para a cena algumas passagens e comentários sobre a história da humanidade. Utilizando-se de diversas técnicas do teatro de animação, a peça, patrocinada e apresentada pelo Núcleo Vila Leopoldina, do SESI, foi muito bem aceita por público e crítica. O espetáculo foi apresentado, também, em temporada no TEATRO POPULAR DO SESI, entre Novembro e Dezembro de 2006.

Ainda em 2006, o grupo estreou, com o patrocínio do TEATRO ALFA, o espetáculo infanto-juvenil “Gigante” em que discute, em linguagem simples e acessível aos pequenos, questões de relevante importância nos dias de hoje: O resgate da individualidade num mundo globalizado. Há em cena um gigante que literalmente se alimenta dos sonhos, idéias e desejos do povo de um pequeno vilarejo. Como resolver este problema? Como vencer o terrível gigante? Ou em outras palavras... Como alimentar o gigante, da vida massificada a que somos submetidos, sem ferir a alma de cada um de nós?

Em 2007 o grupo montou, no seio dos trabalhos do Centro de Estudos e Práticas do Teatro de Animação, o espetáculo “Isto Não é Um Cachimbo”, inteiramente baseado na obra do pintor surrealista René Magritte. Livremente inspirado na obra do artista, a peça dá vida às inusitadas imagens deste mestre surrealista. Figuras intrigantes saem das telas para ganhar os palcos, em cenas de forte impacto visual e conceitual: um velho homem, cujo peito é uma gaiola, despede-se da vida; uma camisola ganha vida e reflete a alma da sua dona; um homem, às voltas com a ideia de tirar a própria vida, resolve trocar de cabeça, entre outras passagens deste espetáculo repleto de surpresas e poesia.

A partir de 2007 a Cia. Truks recebeu inúmeros convites para ações diferenciadas que acabaram por resultar em trabalhos tão interessantes como encantadores. Trabalhou para a campanha publicitária da empresa GOLDEN CROSS, criando um filme que ficou nacionalmente conhecido, cuja temática eram os Jogos Panamericanos do Rio de Janeiro. Nos anos seguintes realizou filmes para a produtora BOSSA NOVA, em campanha da DOVE do Brasil, em que atores de carne e osso misturavam-se a objetos animados para criar uma composição de resultado plástico surpreendente. Em 2009 a Cia trabalhou no clip de ARNALDO ANTUNES, feito para a composição “LONGE”.

Em 2008 foi criado, mais uma vez graças ao patrocínio do TEATRO ALFA, o espetáculo “E SE AS HISTÓRIAS FOSSEM DIFERENTES?” em que Henrique Sitchin apresenta uma contação de histórias absolutamente original e encantadora. Faz interagirem em cena figuras planas de papel com desenhos e sombras projetadas em um telão. O espetáculo foi indicado ao Prêmio Coca Cola Femsa em três categorias: Melhor Espetáculo, Melhor Ator e Melhor Texto Original.

Em 2009 a Cia. publicou o livro “A POSSIBILIDADE DO NOVO NO TEATRO DE ANIMAÇÃO”, em que apresenta um relato detalhado das ações e pesquisas empreendidas pelo Centro de Estudos e Práticas do Teatro de Animação de São Paulo. Revela ao público desde processos de trabalho utilizados em diferentes montagens teatrais promovidas pelo espaço, até uma série de exercícios possíveis para o desenvolvimento de uma dramaturgia específica do teatro de animação. O trabalho busca servir de ferramenta, e inspiração, aos profissionais deste tipo de teatro. A publicação foi indicada ao PRÊMIO COOPERATIVA PAULISTA DE TEATRO 2009, na Categoria Publicações Dedicadas ao Universo do Teatro. Já em 2010, o grupo publicou livro “O PAPEL DO ATOR ANIMADOR NA CENA TEATRAL” (2010), que promove uma reflexão sobre como a definição do papel do ator animador na cena teatral pode, não somente auxiliar, como ter implicações fundamentais para a construção da dramaturgia. Fala também das questões relativas ao treinamento do ator animador - procedimentos necessários e muitos exercícios possíveis. Os títulos vêm contribuir, assim, para o enriquecimento da pouquíssima bibliografia disponível, em língua portuguesa, sobre a arte do teatro de animação.

Ainda em 2009, a Cia estreou, no TEATRO DO SESC SANTANA, com apoio do PROJETO PROAC, da Secretaria de Estado da Cultura, o espetáculo “OS VIZINHOS”, que resgata, com novos significados e “roupagem”, o espetáculo “Contar até 10”, encenado apenas até o ano de 2001. OS VIZINHOS apresenta a bonita história dos reinos azul e amarelo, que necessitam um do outro para viver, mas vivem em pé de guerra, numa clara alusão às relações de nosso cotidiano, mas que teimamos não perceber. Neste espetáculo, a cia. traz para a cena importantes inovações estéticas, na medida em que apresenta os atores animadores, agora, vestidos de branco, como assistentes de uma velha senhora, a contadora da história, que trabalha em um atelier de pintura. Não apenas, bonecos são feitos a partir, apenas e tão somente, dos objetos encontrados no atelier, tais como pincéis, telas de pintura, latas de tinta e afins, de forma a construir criativas e divertidas criaturas.

Também em 2009 a Cia TRUKS criou, em parceria com o ator e cenógrafo JOSÉ VALDIR ALBUQUERQUE, ator solo da montagem, o inusitado espetáculo “HISTÓRIA DE BAR”, destinado ao público adulto. A experiência, nascida nas aulas do Centro de Estudos e Práticas do Teatro de Animação, pelo então aluno José Valdir, fez nascer um divertidíssimo teatro de objetos em que coisas do dia a dia são usadas para substituir, na cena, os personagens da trama. É contada uma história “macarrônica”, ao melhor estilo dos filmes Noir, em que terríveis assassinatos assolam a cidade de São Paulo. Tino... Nico Tino, é um bandido ardiloso, representado por um maço de cigarros, a matar vagarosamente suas vítimas, corroendo-as por dentro sem que elas percebam. Arlete, um tubo de "Bom Ar", é a cheirosa enfermeira. Um espremedor de frutas é o temido carcereiro que espreme os presos (literalmente laranjas...) até que estes confessem a verdade, e assim por diante. A peça estreou no Teatro do Centro de Estudos e vem sendo excelentemente bem recebida pelo público, por sua irreverência, criatividade e qualidade artística.

Ainda em 2010, a Cia Truks realizou a MOSTRA CIA. TRUKS – 20 ANOS, no espaço da Funarte, em São Paulo. Uma extensa programação marcou o evento, com apresentações de todos os espetáculos do grupo, além de convidados dos “grupos irmãos” Matéria Bruta e Morpheus Teatro. Truks promoveu, ainda, diversas oficinas e uma grande exposição de fotos sobre a trajetória do grupo. Na noite de abertura da Mostra foi apresentado o espetáculo “TRUKS: A BRUXINHA” exatamente com o elenco de sua estréia, em 1990, em um encontro tão marcante quanto comovente.

O elenco de estréia de “TRUKS: A BRUXINHA”, em 1990: CLÁUDIO SALTINI (Cia. Circo de Bonecos), FÁBIO COUTINHO (Grupo Paidéia), HENRIQUE SITCHIN, VERÔNICA GERCHMAN (Cia Truks) e MÔNICA SIMÕES (CAIXA DE IMAGENS), uma história de parceria profissional e muita amizade. E o  elenco de 2010, com HENRIQUE SITCHIN, VERÔNICA GERCHMAN, CAMILA PRIETTO, AGUINALDO RODRIGUES e HELDER PARRA

Em 2011 foi lançado o documentário “TRUKS”, realizado pelo cineasta brasiliense JOÃO INÁCIO, que, após longa pesquisa, e convívio de quase um ano tomando imagens do grupo, finalizou sua obra, um sensível relato da trajetória da Cia. O longa já foi apresentado em diversos festivais internacionais de cinema, e recebeu diversos prêmios e menções honrosas.

Em 2012, mais uma vez como decorrência das pesquisas realizadas pelo grupo no CENTRO DE ESTUDOS E PRÁTICAS DO TEATRO DE ANIMAÇÃO, foram criados mais dois espetáculos: “SONHATÓRIO” e “POR UMA ESTRELA”, o primeiro em mais uma imersão do grupo no chamado TEATRO DE OBJETOS. Desta vez, três supostos loucos sentam-se à mesa para almoçar, no sanatório, e, não havendo ali nada o que comer, para passar o tempo resolvem transformar as coisas ao seu alcance, o que resulta em um belíssimo desfile, pela cena, de criaturas divertidas e extremamente criativas. Em sua primeira temporada, a peça recebeu 6 indicações ao Prêmio Femsa e ao Prêmio A.P.C.A. na Categoria Revelação, para o trio de jovens atores do espetáculo, Gabriel Sitchin, Hugo Reis e Rafael Senatore, dirigidos por Henrique Sitchin.

Já em “POR UMA ESTRELA” é contada a sensível e bonita história de duas crianças que nascem e crescem juntas em uma ilha deserta do norte do país, mas que serão obrigadas a se separar pelas contingências da vida. A peça, em linguagem extremamente delicada, fala dos verdadeiros encontros entre os humanos, e dos laços amorosos capazes de fincarem raízes e tornarem-se perenes. O grupo, aqui, encarou o difícil desafio de ir na “contramão” das tendências do que se poderia intitular como “moderno” teatro para crianças. Indo contra a linguagem dos vídeo clips, a rapidez da informação, o barulho e a agitação, o espetáculo propõe uma atmosfera lírica, lenta e poética, que convida as crianças a um mergulho no ato contemplativo, tão importante quanto necessário ao seu crescimento saudável. O espetáculo recebeu indicação ao Prêmio Femsa, pela qualidade da animação dos bonecos, pela Cia Truks.

Em 2014 Truks voltaria a estrear mais dois espetáculos: “ÚLTIMA NOTÍCIA” e “CONSTRUTÓRIO”.  Neste segundo, o grupo volta a trazer para a cena os três supostos malucos de “SONHATÓRIO”, desta vez vivendo nas peles de três operários que ficam presos na obra, ao final do expediente, por conta de uma terrível tempestade. Para passarem o tempo, transformam ferramentas em toda a sorte de incríveis personagens. Revelam-se, por fim, poetas, construtores de sonhos... Já em “ÚLTIMA NOTÍCIA”, levamos aos palcos uma singela brincadeira de esconde-esconde, entre pai e filho, no entanto, elevada ao fantástico. Aqui, o menino esconde-se no mundo dos dinossauros, em um castelo cercado por dragões, dentro da barriga de uma baleia, ou até mesmo na Lua, em um claro e direto convite aos pais para que brinquem de fato, de corpo e alma, com os seus filhos.

E por fim, em 2015, o grupo encerrou a chamada “Trilogia Ório”, com a encenação de “ACAMPATÓRIO”, em que, desta vez, os três criativos amigos da série irão acampar. A peça, a partir de intensa pesquisa, usa em cena elementos de ilusionismo muito interessantes, e faz uma bonita homenagem às verdadeiras amizades, aquelas com raízes, feitas para durar por toda uma vida. Ainda em 2015, o grupo publicou o livro “TEATRO PARA CRIANÇAS – PROBLEMÁTICAS E SOLUCIO-LUNÁTICAS”, em que discute problemas relacionados ao fazer teatral para crianças, bem como o (pouco) entendimento que pais e educadores têm sobre esta arte. A publicação vem recebendo muitos elogios e levando o seu autor, o coordenador do grupo, Henrique Sitchin, a ministrar palestras sobre a publicação em diversas cidades do país, seja para grupos teatrais, eventos ligados ao teatro para crianças e até mesmo em escolas regulares.

OS PRINCIPAIS PRÊMIOS E INDICAÇÕES RECEBIDOS PELA CIA. TRUKS

  • MAMBEMBE – MINISTÉRIO DA CULTURA, 1994, com o espetáculo “TRUKS: A BRUXINHA” – CATEGORIA ESPECIAL.
  • INDICAÇÃO AO MAMBEMBE – MINISTÉRIO DA CULTURA, 1994, com o espetáculo “TRUKS: A BRUXINHA” – MELHOR DIREÇÃO PARA TEATRO INFANTIL.
  • ESTÍMULO DA SECRETARIA DE ESTADO DA CULTURA DE SÃO PAULO, 1996, pelo Projeto “CIDADE AZUL”.
  • ASSOCIAÇÃO PAULISTA DE CRÍTICOS DE ARTE, 1997, com o espetáculo “CIDADE AZUL” - MELHOR ESPETÁCULO PARA CRIANÇAS.
  • ASSOCIAÇÃO PAULISTA DE CRÍTICOS DE ARTE, 1997, com o espetáculo “CIDADE AZUL” - MELHOR TEXTO PARA TEATRO INFANTIL.
  • COCA COLA DE TEATRO JOVEM, 1997, com “CIDADE AZUL” - MELHOR ESPETÁCULO DO ANO.
  • COCA COLA DE TEATRO JOVEM, 1997, com o espetáculo “CIDADE AZUL” - MELHOR DIREÇÃO.
  • INDICAÇÃO AO PRÊMIO COCA COLA DE TEATRO JOVEM, 1997, com o espetáculo “CIDADE AZUL” - MELHOR TEXTO.
  • MAMBEMBE, do MINISTÉRIO DA CULTURA - COMPANHIA TRUKS - GRUPO DESTAQUE DO TEATRO PARA CRIANÇAS DE 1997.
  • INDICAÇÃO AO PRÊMIO MAMBEMBE, do MINISTÉRIO DA CULTURA - COMPANHIA TRUKS – com o espetáculo “CIDADE AZUL” – MELHOR TEXTO PARA TEATRO INFANTIL.
  • INDICAÇÃO AO PRÊMIO MAMBEMBE, do MINISTÉRIO DA CULTURA - COMPANHIA TRUKS – com o espetáculo “CIDADE AZUL” – MELHOR DIREÇÃO PARA TEATRO INFANTIL
  • INDICAÇÃO AO PRÊMIO COCA COLA DE TEATRO JOVEM, 1999, com o espetáculo “O SENHOR DOS SONHOS” - MELHOR TEXTO.
  • INDICAÇÃO AO PRÊMIO COCA COLA DE TEATRO JOVEM, 1999, com o espetáculo “O SENHOR DOS SONHOS” - MELHOR ATRIZ.
  • PRÊMIO TEATRO CIDADÃO DA PREFEITURA DE SÃO PAULO PARA O PROJETO CENTRO DE ESTUDOS E PRÁTICAS DO TEATRO DE ANIMAÇÃO DE SÃO PAULO.
  • PRÊMIO PANAMCO NO TEATRO, 2002, com o espetáculo “VOVÔ” - MELHOR CENOGRAFIA.
  • ASSOCIAÇÃO PAULISTA DE CRÍTICOS DE ARTE, 2004, com o espetáculo “ZÔO-ILÓGICO” - PARCERIA COM O GRUPO CIRCO DE BONECOS - MELHOR ATOR PARA TEATRO INFANTIL.
  • PRÊMIO PANAMCO NO TEATRO, 2004, com o espetáculo “ZÔO-ILÓGICO” – CATEGORIA ESPECIAL – INOVAÇÃO DE LINGUAGEM TEATRAL.
  • INDICAÇÃO AO PRÊMIO PANAMCO NO TEATRO, 2004, com o espetáculo “ZÔO-ILÓGICO” – MELHOR ESPETÁCULO.
  • INDICAÇÃO AO PRÊMIO PANAMCO NO TEATRO, 2004, com o espetáculo “ZÔO-ILÓGICO” – MELHOR DIREÇÃO.
  • MELHOR ESPETÁCULO – JURI POPULAR DO FESTIVAL INTERNACIONAL DE TEATRO DE BONECOS DE CANELA – 2005, com o espetáculo “O SENHOR DOS SONHOS”.
  • PRÊMIO PANAMCO NO TEATRO, 2004, com o espetáculo “INZÔONIA” – PARCERIA COM O GRUPO CIRCO DE BONECOS - MELHOR ESPETÁCULO DE ANIMAÇÃO.
  • PRÊMIO APCA 2006, com o espetáculo "GUARDA ZOOL" - PARCERIA COM O GRUPO CIRCO DE BONECOS - MELHOR DIREÇÃO.
  • INDICAÇÃO AO PRÊMIO FEMSA, 2006, com o espetáculo “BIG BANG”, na Categoria MELHOR ESPETÁCULO JOVEM.
  • INDICAÇÃO AO PRÊMIO FEMSA, 2006, com o espetáculo “GIGANTE”, na Categoria MELHOR CENOGRAFIA.
  • INDICAÇÃO AO PRÊMIO FEMSA, 2006, com o espetáculo “BIG BANG”, na Categoria ESPECIAL – PELA MONTAGEM DE TEATRO DE ANIMAÇÃO PARA O PÚBLICO JOVEM.
  • INDICAÇÃO AO PRÊMIO FEMSA, 2008, com o espetáculo “E SE AS HISTÓRIAS FOSSEM DIFERENTES?” - MELHOR ESPETÁCULO INFANTIL.
  • INDICAÇÃO AO PRÊMIO FEMSA, 2008, com o espetáculo “E SE AS HISTÓRIAS FOSSEM DIFERENTES?” – MELHOR ATOR.
  • INDICAÇÃO AO PRÊMIO COOPERATIVA PAULISTA DE TEATRO 2009, pela publicação do livro “A POSSIBILIDADE DO NOVO NO TEATRO DE ANIMAÇÃO”.
  • INDICAÇÃO AO PRÊMIO FEMSA, 2012, com o espetáculo “SONHATÓRIO” - MELHOR ESPETÁCULO INFANTIL - FINALISTA
  • INDICAÇÃO AO PRÊMIO FEMSA, 2012, com o espetáculo “SONHATÓRIO” - MELHOR TEXTO
  • INDICAÇÃO AO PRÊMIO FEMSA, 2012, com o espetáculo “SONHATÓRIO” - MELHOR DIREÇÃO - FINALISTA
  • PRÊMIO FEMSA, 2012, com o espetáculo “SONHATÓRIO” - MELHOR TRILHA SONORA
  • INDICAÇÃO AO PRÊMIO FEMSA, 2012, com o espetáculo “SONHATÓRIO” - MELHOR PRODUÇÃO
  • PRÊMIO FEMSA, 2012, com o espetáculo “SONHATÓRIO” - ATORES REVELAÇÃO DO ANO
  • INDICAÇÃO AO PRÊMIO FEMSA, 2012, com o espetáculo “POR UMA ESTRELA” - CATEGORIA ESPECIAL, PELA QUALIDADE DE ANIMAÇÃO DOS BONECOS DO ESPETÁCULO
  • PRÊMIO APCA 2012, COM O ESPETÁCULO SONHATÓRIO - ATORES REVELAÇÃO DO ANO